A ONG da Caixa

198-phpgMSbO0

A história da Organização Não Governamental (ONG) Moradia e Cidadania começa em 1993, quando funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) reuniram-se para formar o Comitê de Ação e Cidadania dos Empregados da Caixa. Naquela época, o grupo deu início a diversas iniciativas, como o oferecimento de cursos de datilografia, corte e costura, além de alfabetização de jovens e adultos em comunidades carentes.

No ano de 2000, o movimento se consolidou e passou ao status de ONG. A partir deste momento, formou ainda mais o seu perfil de trabalho e definiu sua atuação nas seguintes áreas: promoção de educação digital, alfabetização de jovens e adultos, concessão de microcrédito, construção de casas para pessoas de baixíssima renda, mecenato, ações emergenciais (como doações de diversos materiais), projetos de capacitação profissional e geração de renda. 

Apenas no primeiro semestre de 2002, a Moradia e Cidadania realizou ações sociais que beneficiaram, aproximadamente, 366 mil pessoas. Foram R$ 431 milhões gastos com projetos que se dividem em duas áreas: ações estruturais e ações emergenciais. Entre as estruturais, destacam-se às de estímulo à educação, profissionalizantes, de incentivo à saúde, de melhoria de infra-estrutura e de educação ambiental. Nas emergenciais, estão incluídas as atividades de doações de alimentos, agasalhos, brinquedos, sapatos, remédios, material escolar e equipamentos. “Até o momento, mais de duas milhões de pessoas já foram beneficiadas, de alguma forma, com as ações desta ONG”, contabiliza Alzira Rôlla, presidente executiva da Moradia e Cidadania.

Os recursos aplicados provêm de doações recebidas, contribuições de associados, receita de serviços prestados e tíquetes doados, entre outros. “A CEF é a principal parceira da ONG. Por meio da cessão de bens inservíveis, propicia uma receita que suporta projetos em todo o país”, explica Alzira. A participação do cidadão comum também é fundamental: “A sociedade tem contribuído com os projetos da ONG, principalmente enquanto voluntários das ações implementadas ou desenvolvendo projetos em parceria conosco”, diz Alzira.

Em 2001, mais dois novos importantes passos foram dados. A ONG Moradia e Cidadania recebeu, em agosto, o Título de Utilidade Pública Federal – o que a torna apta a receber doações de qualquer natureza, principalmente de órgãos públicos. E, em outubro, foi qualificada como uma OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Para Alzira, a legislação das OSCIPs foi um avanço significativo no Terceiro Setor. “Essas leis são uma clara demonstração de interesse em ampliar o âmbito de atuação por meio de parceiras com o governo. A continuação do suporte governamental é essencial para a compleição das metas sociais do próprio governo”, sustenta.

O problema do déficit habitacional que atinge mais de seis milhões de brasileiros também é um tema de grande importância para a ONG Moradia e Cidadania. Alzira defende que o governo precisa levantar quais são as causas da exclusão social, para então saná-las da melhor forma possível. “Dessa maneira, é possível propiciar condições de auto-sustentação. Se essa providência estiver aliada a uma política de concessão de casas próprias, é bastante provável que haja uma melhoria significativa no déficit habitacional”, acredita.