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Projeto ensina comunidades tradicionais do Pará a produzir com sustentabilidade

maio 4, 2020 by admin 1 Comment

Projeto beneficia hoje cerca de 30 famílias

Projeto beneficia hoje cerca de 30 famílias

Mais de 20 famílias recebem orientação sobre extração óleo de copaíba

Preservação da copaíba, capacitação profissional e geração de renda. Com esse objetivo é que a Mineração Rio do Norte, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) expande o Projeto de Manejo das Copaíbas, que desde o início de 2011 vem atuando na orientação dos produtores locais de óleo de copaíba para o uso sustentável desse recurso natural.

Pesquisadores do instituto, em parceria com representantes das comunidades Jamari e Curuçá-Mirim, no Pará, trabalham agora no inventário das copaibeiras existentes nas bordas, encostas e vales do platô Monte Branco, onde as comunidades exercem suas atividades produtivas. O platô fica localizado em Porto Trombetas, no município de Oriximiná (PA), área de atuação da Mineração Rio do Norte.

Após passarem por um treinamento no qual foi explicada a dinâmica do projeto e recolherem amostras das madeiras de copaíba para estudo pelo Inpa, os comunitários ingressaram numa nova fase, que compreende o inventário de espécies no platô – um trabalho sucessivo e complexo que deverá se estender pelos próximos meses. Vinte e oito famílias estão sendo beneficiadas com essa iniciativa.

O projeto vem disseminando técnicas de cultivo entre as comunidades, como explica o engenheiro florestal e coordenador do trabalho pelo instituto, Antenor Barbosa. “Temos duas preocupações macro nesse projeto. A primeira é manter o vínculo da comunidade com a tradição de extração do óleo. A segunda é repassar tecnologia de como extrair, armazenar e cultivar a copaíba”, destaca.

O primeiro passo para o processo de manejo é saber quantas são as árvores existentes no platô, a idade delas e em que condições estão. “Nem todas podem ser perfuradas para extração do óleo. Somente as árvores a partir de 35 centímetros de diâmetro”, explica Antenor, que tem dividido com a comunidade seus conhecimentos acadêmicos e a larga experiência na área. O coordenador da pesquisa é doutor em silvicultura, especialidade que se ocupa das atividades ligadas ao cultivo das árvores e tem sido muito usada nas práticas ecológicas.

Os benefícios do projeto estão chegando para a comunidade do Curuçá-Mirim, onde dez famílias sobrevivem da produção de farinha, coleta da castanha e beneficiamento da copaíba. Antônio Marcos Salgado, líder comunitário que trabalha com a extração do óleo desde os quinze anos de idade, enumera os avanços proporcionados pela iniciativa.

“A gente sabia muito da prática de tirar o óleo, mas estamos aprendendo muito com o projeto. O tamanho, a idade e outras coisas interferem na cor do óleo que é extraído. Também aprendemos que não devemos deixar a árvore aberta, porque senão ela seca e não produz mais”, diz. “É uma boa experiência pra nós. Vamos ensinar nossa comunidade a manejar a copaíba de forma sustentável. E o bom é que, quando vamos com os pesquisadores, a gente não só ajuda na identificação das árvores, como também já faz a coleta do óleo”, diz.

Para o líder da comunidade do Jamari, Carlos José Santos, os ganhos também são para o futuro. “Esse é o nosso meio de sustento. Vivemos da extração da castanha e do óleo da copaíba. Sempre fizemos a coleta, mas nunca plantamos. Com o manejo, vamos aprender a plantar para garantir que a gente tenha sempre de onde tirar o óleo. É o futuro das nossas famílias”, argumenta.

A comunidade do Jamari reservou o terreno para o cultivo e já dispõe de cinco mil mudas de copaíba para o plantio. “O Inpa vai lá, na comunidade, ensinar a gente a plantar. Também vamos vender sementes de copaíba para a MRN para o reflorestamento”, completa Carlos.

Com o plantio da copaíba em terrenos da própria comunidade, o processo de extração será otimizado. Atualmente, para garantir a produção de óleo de copaíba, os produtores caminham por 12 horas até chegar ao platô Monte Branco e ficam ausentes de casa durante uma semana, tempo necessário para concluir o trabalho na mata.

O projeto de Manejo das Copaíbas integra a rede de projetos desenvolvidos pela Mineração Rio do Norte na região oeste do Pará. Faz parte do Programa de Educação Socioembiental, que contempla o total de 12 projetos distribuídos nos pilares de saúde e segurança, meio ambiente, educação e desenvolvimento sustentável.


Mineração Rio do Norte – Telefone: (93) 3549-7606

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Filed Under: Noticias Tagged With: Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

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Comments

  1. Lucimar Felber says

    março 11, 2021 at 9:40 pm

    Acho muito bom que aprendam a extrair as riquezas do nosso Brasil sem agredir a natureza.

    Reply

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