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Gabriel Ligabue

fevereiro 25, 2020 by admin Leave a Comment

Grupo lança fundo ZL Sustentável que impulsionará o desenvolvimento da zona leste de São Paulo

Grupo lança fundo ZL Sustentável que impulsionará o desenvolvimento da zona leste de São Paulo

Foi lançado no final de setembro em São Paulo, um fundo social para alavancar o desenvolvimento econômico e social da zona leste da capital paulista. O instrumento beneficiará micros e pequenos empreendedores do setor de produção de bens e serviços, por meio de investimento financeiro a fundo perdido, apoio técnico e capacitações nas áreas de gestão, marketing.

“A ideia é dar sustentabilidade aos empreendimentos locais, torná-los competitivos e integrá-los na economia formal”, destacou Gabriel Ligabue, consultor da Fundação Tide Setubal e responsável pelo desenho do funcionamento do Fundo ZL Sustentável. Em entrevista exclusiva para o Responsabilidade Social.com, ele explica como serão selecionados os projetos que contarão com esse apoio.

De acordo com ele, já no primeiro edital o fundo aplicará R$ 400 mil e a proposta é priorizar propostas que favoreçam a cooperação entre os empreendedores da região. “Tem mais chances as iniciativas que economizem matéria-prima na produção, inovem na utilização de energia ou colaborem com a reutilização de materiais”, pontuou. Confira na entrevista, como o fundo vai atuar e como fazer para concorrer ao edital, que receberá propostas até 1º de novembro.

1) Responsabilidade Social – A Fundação Tide Setubal lançou um fundo de investimento inédito, voltado a projetos empreendedores na zona leste da capital paulista. Qual a principal proposta desse instrumento e como ele poderá impulsionar o desenvolvimento social dessa localidade?
Gabriel Ligabue
– Na verdade, o Fundo Zona Leste Sustentável (ZL Sustentável) é uma ferramenta de mobilização de recursos da Comunidade Zona Leste Sustenta, lançada em 29 de setembro. A comunidade reúne diferentes atores da iniciativa privada, do poder público, da sociedade civil organizada, além de lideranças locais. A Fundação Tide Setubal é um dos parceiros e atua com Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), USP Leste, Instituto Ethos, Subprefeitura de São Miguel e outras organizações.

Todos esses parceiros envolvidos nessa iniciativa vão pensar e propor caminhos que levem ao crescimento econômico e avanços sociais para zona leste. Foi a partir do contato com as carências e potencialidades dos bairros de Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista e São Miguel que a comunidade criou o Fundo ZL Sustentável, que beneficiará micros e pequenos empreendedores do setor de produção de bens ou de serviços instalados nesses três bairros. O apoio será por meio de investimento financeiro, apoio técnico e capacitações nas áreas de gestão, marketing, por exemplo. A ideia é dar sustentabilidade aos empreendimentos locais, torná-los competitivos e integrá-los na economia formal.

2) RS – Qual o montante que ele já tem disponível e como será o processo de captação de recursos daqui para frente?
GL
– Nesse primeiro edital, os recursos iniciais do fundo somam R$ 400 mil. Serão concedidos créditos, a fundo perdido, de até R$ 50 mil a cada micro e pequeno empreendimento selecionado. Em relação à captação de recursos, o fundo está aberto para receber investimentos da iniciativa privada, do poder público e da própria comunidade. Podem realizar doações pessoas jurídicas e físicas a qualquer momento, sem limite mínimo de valor e independentemente da regularidade da contribuição.

Também é possível colaborar adotando um projeto. Nesse caso, pessoa jurídica ou física vincula sua doação, a partir de um valor mínimo para um projeto. As empresas podem ainda se comprometer com a iniciativa, adquirindo regularmente produtos e serviços dos projetos. Outra modalidade de apoio é repasse de consultoria técnica aos empreendedores ou cessão de espaço físico, equipamentos ou materiais necessários para o desenvolvimento dos projetos selecionados.

Os interessados em apoiar a comunidade devem acessar o nosso site (http://www.zlsustenta.org.br) e preencher um formulário, indicando como deseja contribuir.

3) RS – Um dos objetivos do fundo é investir recursos em projetos que possam gerar opções de trabalho e renda socialmente mais justas e ambientalmente sustentáveis. Como será o processo de seleção para a escolha das iniciativas beneficiadas?
GL
– Os empreendedores instalados nas regiões de Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista e Itaim Paulista podem inscrever seus projetos até 1°de novembro por meio do site http://www.zlsustenta.org.br. Após a submissão das propostas, uma comissão analisará os projetos.

A seleção priorizará iniciativas que possuem vínculos claros com o território da zona leste; que estimulem o desenvolvimento de produtos e serviços que possam ser adquiridos por agentes públicos (subprefeitura, escola, hospitais) e privados localizados no território; e que tenham capacidade de se associar com outras unidades de produção no território, contribuindo assim para a constituição de um arranjo produtivo local.

Os critérios de seleção abrangem ainda itens como participação de mulheres no projeto, inclusão de jovens na iniciativa e potencial de replicabilidade de conhecimentos, métodos e tecnologias entre os projetos.

4) RS – O edital apoiará projetos em todas as áreas ou haverá um foco de atividades, como moda, meio ambiente e artesanato, por exemplo?
GL
– O edital não tem um foco por segmento produtivo, como moda ou meio ambiente. O foco do edital é territorial. Podem concorrer aos recursos do fundo, empreendedores de São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo e Itaim Paulista, bairros da zona leste da capital paulista. Esses empreendedores podem ser do segmento de moda, meio ambiente e artesanato.

O que delimitamos foi o seguinte: o ZL Sustentável financiará duas modalidades de idéias: as que estimulem as cadeias produtivas locais, e as que promovam sustentabilidade ambiental. Ou seja, serão priorizadas propostas que favoreçam a cooperação entre os empreendedores da região, independentemente de ser de moda ou meio ambiente. Ao mesmo tempo, tem mais chances as iniciativas que economizem matéria-prima na produção, inovem na utilização de energia ou colaborem com a reutilização de materiais.

5) RS – Durante o mês de julho, a fundação realizou encontros de sensibilização para empreendedores que atuam na zona leste da capital paulista. O objetivo foi prepará-los para que eles possam se candidatar no edital do fundo. Na sua avaliação, os eventos foram proveitosos? Os empreendedores estão aptos a apresentarem projetos financiáveis?
GL
– A Fundação Tide Setubal, em parceria com Unicsul e Sebrae, como fase preparatória ao lançamento ao fundo, realizou quatro encontros de sensibilização para cerca de 35 empreendedores da região da zona leste. Essa iniciativa nos possibilitou identificar as necessidades e as potencialidades dos grupos produtivos locais, elaborando assim um edital que respondesse às demandas do território. Os encontros foram proveitosos, pois conhecemos melhor os grupos e eles também se conheceram e iniciaram um diálogo para possíveis parcerias no futuro.

Foi um primeiro estímulo para que os empreendedores possam crescer conjuntamente. Aproveitamos ainda as reuniões para explicar a proposta do fundo e falar sobre a importância de planos de negócios. Em setembro, dando continuidade a essa fase preparatória, houve encontros sobre elaboração de projetos. Por tudo isso, acreditamos que teremos, sim, projetos a serem financiados. Em outubro, haverá ainda um plantão de dúvida para os empreendedores na Unicsul.

6) RS – O fundo será operado exclusivamente pela fundação ou a entidade contará com parcerias?
GL
– Não. A operação do fundo ocorrerá por meio de dois comitês: o financeiro e o programático. O primeiro está sob a responsabilidade da Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), órgão ligado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já o comitê programático define as regras e coordena o processo de seleção dos projetos a serem financiados. Ele é composto por representantes das seguintes instituições: Associação Comercial da Zona Leste, Fórum de Desenvolvimento Econômico da Zona Leste, Fundação Tide Setubal, Instituto Ethos, Sebrae, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho de São Paulo, Subprefeitura de São Miguel, Unicsul e USP Leste, além de lideranças locais, como Padre Ticão e Sacha Arcanjo.

7) RS – Quais as expectativas da fundação com essa medida indutora?
GL
– A Comunidade Zona Leste Sustenta espera de fato contribuir para alavancar esses pequenos empreendimentos locais, que, muitas vezes, não tem acesso ao crédito formal e poucas chances de sobrevivência. Com o apoio técnico, queremos dar mais subsídios para que possam caminhar sozinhos, gerando opções de emprego e renda para região. Além disso, pretendemos disseminar o lema da comunidade que é “desenvolvimento autônomo, produzido pela comunidade dentro da própria comunidade”.

8) RS – Qual o seu entendimento do termo “responsabilidade social”
GL – Pensar em responsabilidade social é pensar em ações éticas e transparentes, que respeitem a diversidade cultural, impulsionem a formação e o empoderamento da comunidade, abra espaço para o diálogo e para troca de idéias, e contribua para o desenvolvimento sustentável.


Fundação Tide Setubal – Telefone: (11) 6291-1985

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Filed Under: Entrevista Tagged With: Desenvolvimento Sustentável, diversidade, Meio Ambiente, responsabilidade social, Sustentabilidade, sustentabilidade ambiental

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