Indústria da construção ganha guia para nortear práticas sustentáveis

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Publicação pioneira no país traz 29 experiências instituídas em quatro regiões brasileiras

Foi lançado, no último mês, o primeiro guia de boas práticas em sustentabilidade na indústria da construção brasileira. A publicação reúne um conjunto de iniciativas empresarias que se tornaram referência ao alcançar resultados significativos nas áreas ambiental, econômica e social.

O livro, fruto de uma parceria entre a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e a Fundação Dom Cabral, objetiva estimular as mais de 170 mil empresas que integram o setor. Ao todo, foram contempladas 29 experiências das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-oeste.

O guia organiza as ações em seis grupos: gestão empresarial e governança, relacionamento com os stakeholders, melhorias no processo construtivo, saúde e segurança do trabalhador, formação de mão de obra e desenvolvimento imobiliário urbano.

Tratam-se de medidas já implementadas, testadas e aperfeiçoadas. A proposta é reduzir as incertezas e ampliar as chances de êxito de empresas que decidirem trilhar o caminho da sustentabilidade.

“São exemplos práticos, que poderão servir de inspiração para que o setor possa contribuir mais efetivamente para um melhor ambiente de negócios na construção e tornar a qualidade de vida de nossos trabalhadores e sociedade uma prioridade máxima”, destacou o vice-presidente da CBIC, José Carlos Martins, durante o lançamento do guia, no dia 22 de março, no Rio de Janeiro.

Entre as ações publicadas está o modelo de calçada desenvolvido pela Consciente Construtora, que alia acessibilidade e sustentabilidade. Instalado em 2009, em Goiânia (GO), o projeto contempla os três pilares da sustentabilidade, observa a legislação brasileira no que se refere à acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos (ABNT NBR 9050) e, ainda, respeita o Estatuto do Pedestre da capital goiana.

Adequada para pessoas com mobilidade reduzida, a “Calçada Consciente” foi também projetada para melhorar a permeabilidade e drenagem do solo. Ela é quase inteiramente construída com entulhos e restos de obras (cerca de 80% da matéria-prima), e possui arborização e mobiliário urbano adequados.

Como benefício desse modelo é possível citar a garantia do direito constitucional de ir e vir para todos os cidadãos; a promoção da inclusão social ao viabilizar acessibilidade plena a pessoas com necessidades especiais; maior segurança e conforto nos deslocamentos de todas as pessoas e, em especial, de idosos, crianças, pessoas com mobilidade reduzida (temporária ou permanente); melhora as condições de trabalho do profissional de limpeza urbana, e redução do risco de alagamento e inundações.

Referência

O livro é resultado de uma ampla pesquisa realizada em 2011 pela CBIC com mais de 200 empresas do setor. O levantamento identificou que 58% delas já realizavam alguma ação de responsabilidade social empresarial.

As áreas nas quais as empresas vêm atuando de forma mais significativa são: meio ambiente; saúde; geração de trabalho e renda; e educação. A pesquisa detectou também que 13% dos dirigentes entrevistados admitiram promover somente uma modalidade de ação social, enquanto 36% assinalaram sete ou mais áreas.

O guia está disponível neste link.


Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) - Telefone: (61) 3327-1013

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