Ajuda animal

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Terapia com cães começa a ser usado como tratamento auxiliar em hospital do Rio de Janeiro

O Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), do Rio de Janeiro, iniciou o uso da terapia com animais com os pacientes psiquiátricos. Uma vez por semana, os cães do Projeto Pêlo Próximo, que já utiliza a pet terapia em várias instituições do estado, visitam o Serviço de Psiquiatria do hospital e passam a tarde em atividades lúdicas com os pacientes. A ideia é facilitar a comunicação entre o paciente e o terapeuta e como uma alternativa de inserção social.

O projeto realiza esse trabalho filantropicamente há cerca de quatro anos em casas geriátricas e de reabilitação. Segundo a coordenadora da iniciativa, Roberta Araújo, a proposta é auxiliar o profissional da área de saúde, e para isso, eles levam o animal devidamente preparado para esse tipo de atendimento. “As grandes vantagens dos animais são seu amor incondicional, sua capacidade de adaptação e, principalmente, o fato de jamais julgarem. Para eles não existe preconceito”, resume.

O grupo do projeto é formado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da área de saúde e de voluntários que realizam um trabalho onde é oferecida a oportunidade de entretenimento, motivação, informação, educação e benefícios terapêuticos por meio do contato com os animais, visando sempre à melhoria na qualidade de vida e mudança na rotina de vida diária. Nas principais atividades desenvolvidas se enquadram a TAA (Terapia Assistida por Animais), AAA (Atividade Assistida por Animais) e EAA (Educação Assistida por Animais).

“Em visitas a casas geriátricas, você vê um idoso que não levanta a mão para pegar um copo de água, mas ele abaixa o tronco pra fazer carinho no animal, ele penteia o cão (exercício de extensão dos membros), realizando dessa forma atividades que geralmente se recusam a fazer. Utilizamos vários tipos de exercícios, sempre direcionado ao perfil de cada paciente. Geralmente, nossas visitas acontecem nos finais de semana, mas a procura tem sido tão grande, que este ano passaremos também a realizar  atendimentos durante os dias da semana”, completa Roberta Araújo.

O projeto conta hoje com um staff de 20 cães co-terapeutas e duas calopsitas que realizam atividades com pacientes como: o contato direto com o animal; e diversos tipos de exercícios para estimular o raciocínio e trabalhar a motricidade tanto fina quanto global dos assistidos. Fazem parte do quadro de exercícios: escovação, exercícios com arco, exercícios de estimulação usando o boliche, jogos terapêuticos e pequenas apresentações de agility e show dog. O objetivo principal do trabalho é, por meio da interação homem-animal dentro da atividade, educação e terapia assistida por animais, promover e proporcionar os benefícios dos efeitos terapêuticos dos animais em prol da melhoria da saúde física, emocional e mental dos assistidos.

Para as crianças, há ainda o “Pet Health”, em que os cães viram os pacientes e as crianças, tornam-se os médicos, além de apresentações de teatro, atividade de leitura, desenho, pintura e jogos para estimular a cognição, e principalmente, para despertar nas crianças o respeito aos animais e a posse responsável.

A assistente social, Rita de Cássia Ribeiro, especialista em Gerontologia e Psicogeriatria e proprietária de uma casa geriátrica, com idosas portadoras de alzheimer, diabetes e depressão acompanha o projeto há três anos. Atualmente, ela faz parte da equipe multidisciplinar do projeto e é uma das maiores incentivadoras do trabalho de terapia com animais em Congressos e Seminários de Geriatria por todo o Brasil.

“Durante esse tempo, pude observar a melhora das internas da Pousada Residencial com as visitas mensais dos animais co-terapeutas. A fisioterapia, com a utilização de animais, torna-se mais ágil e alegre, facilitando a execução de atividades que podem ser utilizadas na rotina de vida diária”, resume. Ela lembra, ainda, que para entrarem nesses locais os animais passam por uma assepsia rigorosa. “Existe todo um protocolo de saúde a ser seguido pelos tutores dos animais co-terapeutas”, conclui.


Projeto Pêlo Próximo - Site: www.peloproximo.com.br

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