O que deu na mídia (edição 45)

Leia aqui as principais notícias sobre responsabilidade social e Terceiro Setor

Em Atlanta, o gigante vermelho planeja pintar de verde a sua imagem – “Valor Econômico” – 09/10/2007
“Há uma grande cúpula transparente no hall do quartel-general da Coca-Cola em Atlanta, no sudeste americano. O telhado de vidro funciona como metáfora ambiental do que pode acontecer à empresa centenária, dona do logotipo mais famoso do mundo e fábricas espalhadas em mais países que a ONU. Tanta fama já custou à megaempresa problemas locais de explosivo potencial global. Agora, o avermelhado reino da Coca-Cola ergue sua defesa – e a barricada é verde. Quem, em outras eras, imaginaria a Coca-Cola parceira de entidades como o Greenpeace, a WWF ou a Fundação SOS Mata Atlântica? Pois foi sob o olhar vigilante do Greenpeace que ela desenvolveu refrigeradores livres de HFC, os gases que danificam a camada de ozônio e são 11.700 vezes mais agressivos que o CO2 no aquecimento global. Na reunião anual da WWF, em junho, em Pequim, o presidente da The Coca-Cola Company, Neville Isdell, prometeu devolver ao ambiente cada gota de água que o grupo usar na produção de suas bebidas. E anunciou US$ 20 milhões para proteger sete bacias hidrográficas no mundo, do Yang Tse chinês ao Malawi africano. E é com o apoio da SOS Mata Atlântica que a Coca-Cola Brasil anuncia o plantio de três milhões de árvores às margens de um manancial importante em São Paulo”.


“Ação social é só relações públicas” – “Época” – 06/10/2007
“Nos últimos tempos, virou uma espécie de sacrilégio criticar as ações de responsabilidade social das empresas. Elas se tornaram tão valorizadas pela sociedade que, hoje, qualquer empresa que se preze precisa ter seu projeto social. Mas, para Robert Reich, autor do livro Supercapitalism, recém-lançado nos Estados Unidos e ainda sem tradução no Brasil, não cabe às empresas fazer o papel de instituições de caridade. “Quem dá aos executivos das empresas o direito de decidir o que é do interesse público?”, diz. ‘É para isso que temos uma democracia, para determinar as regras do jogo’.”


Senado investiga ‘falso escravo’ – “O Estado de S. Paulo” – 03/10/2007
“O caso de um trabalhador com salário de R$ 2 mil mensais ‘libertado’ como escravo pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho será discutido hoje a tarde na Comissão de Trabalho escravo do Senado e pode dar origem a uma investigação sobre os motivos que levaram a fiscalização a autuar a empresa Pagrisa, que funciona há 40 anos em Ulianópolis, no Pará. Os donos acusam os fiscais do Ministério do Trabalho de terem feito uma falsa denúncia, apresentada como a maior autuação contra o trabalho escravo no País, para tentar prorrogar um acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que financia programas de fiscalização. O chefe da fiscalização e os donos da empresa serão ouvidos hoje às 15 horas no Senado”.


Convênios suspeitos deram R$ 330 mi do governo a ONGs – “Folha de S. Paulo” – 07/10/2007
“Cerca de R$ 330 milhões foram repassados pela União a 546 organizações não-governamentais por meio de convênios com indícios de irregularidades, segundo um levantamento da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados. O estudo analisou convênios assinados entre julho de 2003 e abril de 2007 e poderá servir de subsídio para linhas de investigação da CPI das ONGs, instalada na última quarta-feira no Senado para averiguar denúncias de desvio de recursos públicos entre 1999 e 2006”.


Tintas Coral prepara novo projeto social – Gazeta Mercantil – 02/10/2007
“Empresa deverá ampliar recursos destinados aos programas de sustentabilidade. A Tintas Coral, sob o guarda-chuva do grupo britânico ICI, está projetando para 2008 um grande programa de sustentabilidade, que deverá receber recursos mais vultosos ante o aplicado hoje pela empresa, disse a gerente de comunicação corporativa e responsabilidade social da companhia, Sueli Freitas, que, entretanto, ainda mantém o plano em sigilo. Somente na área de responsabilidade social, desde 2005, quando decidiu organizar sob um programa de maior envergadura projetos antes dispersos, a empresa tem investido anualmente em torno de R$ 200 mil em ações que englobam desde atividades de educação ambiental às de qualificação profissional e de melhoria de renda de populações carentes”.


BNDES concede R$ 16,4 milhões para catadores de lixo – “Gazeta Mercantil” – 02/10/2007
“Financiamento é a fundo perdido; as cooperativas se comprometem a criar 8 mil empregos. Garantias pouco tradicionais e clientes menos ainda entraram para a história do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na presença do presidente Lula, de ministros e do governador Sérgio Cabral, a instituição recebeu cerca de 100 catadores de lixo para anunciar desembolsos de R$ 16,4 milhões para 24 cooperativas. Em troca, nada de ativos como garantia. Os cooperados se comprometem a quintuplicar, nos próximos dois anos, os postos de trabalho gerados pela atividade”.


MEC corta repasse de recursos para ONGs – “O Globo” – 01/10/2007
“Após descobrir fraudes em convênios com organizações não-governamentais (ONGs), o programa Brasil Alfabetizado, do Ministério da Educação, não vai mais repassar recursos a entidades do terceiro setor. A decisão já vale este ano: os R$ 315 milhões do orçamento de 2007 serão direcionados exclusivamente a prefeituras e governos estaduais. Em 2003, quando o programa foi lançado e era o carrochefe da política educacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as ONGs abocanharam 55% do dinheiro. Em 2006, o percentual já havia caído para 29%. Se fosse mantido esse percentual de participação das ONGs, elas receberiam em 2007 cerca de R$ 91 milhões”.


Cresce interesse por criação de selo ambiental – “Folha de S. Paulo” – 30/09/2007
“A área de sistemas de gestão de qualidade já tem 41 entidades certificadoras no país, o setor de gestão ambiental conta com 22 e o de manejo de florestas soma quatro, segundo o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).’Está-se abrindo um campo de trabalho muito grande’, confirma José Joaquim Amaral Ferreira, diretor de certificação da Fundação Vanzolini, que faz auditorias de certificação e treinamento de auditores”.


Crédito sustentável pede equipe heterogênea – “Folha de S. Paulo” – 30/09/2007
“O setor bancário foi o primeiro a dar sinal verde às ações de sustentabilidade e a sistematizá-las. “É mais fácil para eles”, avalia o professor José Eli da Veiga, da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo). ‘Para a indústria, é preciso investimento pesado. Em serviços é mais barato. O foco é o treinamento’. Com isso, esse mercado começa a abrir espaço para profissionais com formações que não tinham ponto de contato com as finanças, como advogados, biólogos e psicólogos”.


Projetos sociais privilegiam visão de longo prazo – “Valor Econômico” – 28/09/2007
“Atualmente, a capacidade das mineradoras de relacionar-se com sua comunidade de entorno é quase tão importante quanto a sua tecnologia de extração. Ao instalar-se em lugares remotos e carentes do Brasil para extrair do solo suas melhores riquezas, as companhias acabam por descobrir outras minas, cuja matéria-prima é o capital humano. Com o engajamento de comunidades e da empresa envolvida, estão se criando projetos que visam ao desenvolvimento sustentável de cada região, sem o assistencialismo que foi a tônica em décadas passadas”.


Bird defende fim das barreiras ao etanol – “O Estado de S. Paulo” – 28/09/2007
“Os países ricos destinam quase US$ 1 bilhão em subsídios à produção de etanol por mês, distorcendo o mercado internacional, segundo dados da entidade Global Subsidies Initiative. Para o Banco Mundial (Bird), está na hora de se discutir o fim das barreiras tarifárias para o comércio do etanol. Segundo o banco, essa será a melhor forma de combater as mudanças climáticas, promover os biocombustíveis, gerar desenvolvimento e também evitar que as distorções no mercado com os altos subsídios sejam perpetuadas”.


Gasto com assentamento terá corte de 17,7% – “Valor Econômico” – 27/09/2007
“Movimentos sociais e parlamentares ligados à reforma agrária iniciaram uma rebelião contra o que consideram uma reorientação equivocada na previsão de gastos do Ministério do Desenvolvimento Agrário para 2008. Os críticos afirmam que a nova proposta de lei orçamentária reduz a importância do assentamento de trabalhadores sem-terra e concentra em ações de desenvolvimento sustentável da reforma agrária. A censura, segundo os críticos, está baseada na mudança das prioridades do governo para 2008 expressas no projeto de lei orçamentária anual. O orçamento prevê um corte de 17,7% nos gastos com assentamentos rurais, de R$ 1,17 bilhão para R$ 965,2 milhões. Também reduz em 2,2% a previsão de desembolsos para a obtenção de terras à reforma agrária e diminui o volume da emissão de títulos da dívida agrária (TDAs) de R$ 657 milhões para R$ 628 milhões”.


Leilão de créditos de carbono rende R$ 34,5 milhões à prefeitura de SP – “Valor Econômico” – 27/09/2007
“A prefeitura de São Paulo conseguiu arrecadar R$ 34,5 milhões com a venda em leilão dos créditos de carbono referentes à queima de metano no aterro Bandeirantes, zona oeste da cidade. O comprador, que obteve 808.450 toneladas de dióxido de carbono equivalente por 16,20 euros cada, foi o banco holandês Fortis, que não atua no Brasil, mas integra o consórcio que disputa o ABN Amro junto com o Royal Bank of Scotland e o Santander. A instituição é um das 20 maiores da Europa”.


Profissional do bem – “Você S.A” – 25/09/2007
“Procura-se executivo com boa formação, experiência em planejamento estratégico, parcerias, captação de recursos e visão sistêmica. Esse é o perfil do novo profissional do Terceiro Setor.Muito além do técnico, do especialista ou do aposentado que busca uma segunda carreira, a área vem de fato se profissionalizando. “De uns dois anos para cá, o Terceiro Setor vem necessitando de uma organização”, diz Denys Monteiro, sócio da Fesa Global Recruiters, empresa que recruta executivos em São Paulo.“Sai o perfil do poeta e entra o do executivo mesmo, acostumado a liderar projetos.”


Redes querem reduzir uso de sacola de plástico – “Gazeta Mercantil” – 25/09/2007
“Pão de Açúcar e Casa Santa Luzia estudam implantar alternativas como sacolas retornáveis. A próxima vez que você sair de casa para fazer compras leve, por favor, uma bolsa reutilizável para embalar seus produtos. É essa atitude que está sendo incentivada em várias partes do mundo em relação ao uso de sacolas plásticas no varejo. No Brasil, algumas iniciativas isoladas já podem ser verificadas em redes varejistas como Pão de Açúcar e Casa Santa Luzia. Sacolas retornáveis, de papel, recicladas, de tecido, a idéia é desestimular o uso das populares sacolas de plástico para preservar o meio ambiente”.


Wal-Mart mede consumo de energia da fábrica à venda – “Gazeta Mercantil” – 25/09/2007
“Numa tentativa de contribuir no combate ao aquecimento global, a Wal-Mart, maior rede de varejo do mundo, informou que começará a medir o consumo de energia dos produtos que comercializa. Por meio de uma parceria com o Carbon Disclosure Project (CDP), organização sem fins lucrativos com ações para reduzir o uso de energia não-renovável, a Wal-Mart planeja medir o impacto que sua rede de abastecimento exerce sobre o efeito estufa, incluindo compra, produção e distribuição”.


Terceiro setor questiona ação empresarial de ONGs – “Folha de S. Paulo” – 25/09/2007
“O aumento da busca de geração de receita própria por parte das ONGs (organizações não-governamentais), com a venda de produtos e serviços dos mais variados tipos, vem despertando um novo debate no terceiro setor: a existência ou não de limites legais ou éticos para a atuação empresarial dessas organizações. Trata-se de uma discussão com várias vertentes, que ganhou fôlego com o aumento do número de entidades. Vai desde o questionamento sobre o fato de as ONGs terem tratamento tributário diferenciado -o que, em tese, as coloca em situação de vantagem em relação aos concorrentes do setor privado- até a criação de ONGs por pessoas e empresas com o único objetivo de serem dispensadas de licitação na prestação de serviços ao setor público -objeto até de escândalos recentes envolvendo desvios de dinheiro público”.


Votorantim Cimentos aumenta uso de resíduos na produção – “Gazeta Mercantil” – 25/09/2007
“Empresa deverá reaproveitar este ano cerca de 500 mil toneladas de rejeitos industriais. A Votorantim Cimentos, maior fabricante de cimento do Brasil, deverá co-processar este ano perto de 500 mil toneladas de resíduos industriais, volume 43% maior ante as cerca de 350 mil toneladas de 2006, um volume que já foi recorde. Os resíduos (pneus velhos, solventes químicos, óleos usados e borras de pintura, entre outros rejeitos gerados por siderúrgicas, petroquímicas, farmacêuticas e indústrias automobilísticas, entre as principais) são utilizados como fontes de energia e matérias-primas alternativas na produção de cimento em substituição a insumos não renováveis como, por exemplo, o coque, derivado de petróleo usado como combustível nos altos-fornos. Alguns resíduos, como material de construção usado, substituem também o calcário e a argila, componentes do cimento”.


Oportunidade sustentável – “Revista Você S.A” – 25/09/2007
“Todos os dias a engenheira paulistana Stephanie Theuer, de 24 anos, sai de casa para salvar o mundo. Ao menos é assim que ela se sente ao ir para o trabalho na Econergy, empresa que atua com projetos de venda de créditos de carbono, com escritório em Belo Horizonte. Esse é um mercado em que há negociação entre companhias de países que se comprometeram com o Protocolo de Kyoto, assinado por 189 nações, a reduzir em 5% as emissões mundiais de gás carbônico. Quem não atinge a meta tem a chance de comprar créditos de outros países que já desenvolveram projetos e reduziram suas emissões”.


Embalagem PET provoca polêmica – “Valor Econômico” – 24/09/2007
“O mercado de bebidas engarrafadas em PET está prestes a viver sua maior mudança desde a criação da resina que popularizou o segmento e abriu as portas para pequenos fabricantes. Depois de mais de seis anos em discussão na Comissão de Alimentos do Mercosul, no dia 9 de agosto a Anvisa colocou em consulta pública proposta que permite o uso de PET reciclável para a fabricação de novas embalagens de alimentos e bebidas. Faltam apenas detalhes burocráticos para que a medida entre em vigor, o que deve acontecer em 2008”.


Engenheiro brasileiro vira fornecedor mundial de usinas eólicas da GE – “O Estado de S. Paulo” – 24/09/2007
“Em Sorocaba (SP) está outro exemplo do acerto na aposta nos negócios ‘ecologicamente corretos’. Lá funciona a fábrica da Tecsis, de onde saem anualmente 4 mil pás que abastecem usinas eólicas – movidas pela força dos ventos – em dez países. A empresa, fundada pelo curitibano Bento Koike, de 51 anos, tem 12 anos e já é a segunda maior produtora independente de pás para esse fim no mundo. No ano passado, a trajetória de crescimento da empresa foi coroada com um contrato estimado em US$ 1 bilhão com a General Electric, a multinacional americana líder nesse tipo de energia – Koike, no entanto, não confirma o valor da transação”.


Papel reciclado é opção – “O Globo” – 24/09/2007
“As sacolinhas do comércio não precisam ser necessariamente de plástico — biodegradável ou não. Na hora de pensar em alternativas menos poluentes, o varejo adota outros materiais como algodão orgânico, TNT (tecido-não-tecido) e jeans. Na Osklen, as sacolas são em algodão orgânico, que não passa por processo químico. No Mundo Verde, há sacolas de papel reciclado. E, a partir de novembro, a loja de decoração Alfaias terá sacolas em jeans. Uma outra iniciativa do varejo é vender as sacolas onde o consumidor levará seus produtos para casa, e não nas tradicionais sacolinhas de plástico. No Pão de Açúcar, a opção existe desde 2005, em TNT. Custa R$ 3,99. Em breve a Confeitaria Beira Mar, em Niterói, venderá seu modelo em tecido, produzidas por uma organização não-governamental”.


Na era verde – “Correio Braziliense” – 23/09/2007
“A indústria cosmética tem investido pesado em produtos da Amazônia. Algumas marcas dedicam-se exclusivamente à pesquisa de cosméticos à base de plantas da floresta: de cremes de cupuaçu a esfoliantes feitos a partir de castanha-do-pará. Uma infinidade de cheiros e texturas. “É um mercado que tem crescido bastante, principalmente pela questão ecológica. O consumidor opta por um produto que dará sustentabilidade àquelas comunidades que vivem da extração e da preservação da floresta”, observa Floriano Pastore, professor de tecnologia química da Universidade de Brasília”.


Empresas do bem – “Isto É Dinheiro” – 22/09/2007
“Uma iniciativa do Instituto Holcim está mexendo com a economia da pequena Barroso (MG). Batizado de Fala Barroso!, o projeto abre as portas do empreendedorismo para os barrozenses. Entre janeiro e junho foram capacitadas 200 pessoas em cursos coordenados pelo Sebrae-MG. A idéia é fazer com que a cidade desenvolva seu potencial comercial, tornando-se menos dependente da usina cimenteira que a Holcim possui na região”.


Bancas de advocacia paulistas investem no plantio de árvores – “Gazeta Mercantil” – 21/09/2007
“Escritórios de advocacia paulistas estão começando a investir no plantio de árvores. Até janeiro de 2008, o Pinheiro Neto Advogados, por exemplo, começará a plantar aproximadamente 10 mil árvores de mata ciliar (que fica envolta do rio) por ano. Esse plantio faz parte do programa “carbon free” da empresa. O inventário de carbono – saber quanto a empresa emite em carbono para calcular quantas árvores devem ser plantadas para compensar – do escritório foi realizado pelo Instituto Verde. Segundo Francisco Maciel, presidente do instituto, o custo do investimento vai girar em torno de R$ 10 a R$ 12 por muda. “E o projeto não trata apenas do plantio, mas também da conscientização ambiental”.


Companhias apostam no plantio de florestas – “Valor Econômico” – 21/09/2007
“Na esteira da neutralização, uma outra modalidade de ação ambiental, que existe há mais tempo, está também entrando em moda: a chamada doação de florestas. Nesse procedimento, a empresa normalmente não gera créditos de carbono, e pode ou não fazer a neutralização de suas emissões. Por convicção ou em troca de ganhos de imagem, a companhia custeia o plantio de grande quantidade de mudas, numa área pública ou privada, como forma de demonstrar a consumidores e parceiros sua preocupação com o ambiente”.


Futuro da onda do “carbono neutro” causa divergências – “Valor Econômico” – 21/09/2007
“Na era do aquecimento global, a moda é neutralizar o carbono que vai para a atmosfera. Qualquer empresa ou cidadão pode contratar um serviço que estima a quantidade de gás carbônico “emitida”. O cálculo leva em conta basicamente transporte, energia, elétrica, lixo e gás (GLP ou natural), para cozinhar e aquecimento. Depois de dimensionar as emissões, é preciso plantar as árvores irão compensá-las, com a absorção de gás carbônico. E, pronto, a sua contribuição para o efeito estufa seria equilibrada”.


Consultorias criam áreas especiais – “Valor Econômico” – 21/09/2007
“A mudança é evidente. Estamos em 2115. O planeta não é mais o mesmo. O calor domina. Um incêndio se propaga em instantes. As labaredas correm. Destroem casas escolas, igrejas. Parece o fim do mundo”. Essa poderia ser a narração de um trailer de filme de ficção científica de catástrofe. Mas não é. É o texto que está na home page da Max Ambiental, uma das maiores empresas de consultoria de ambiental do Brasil. O diretor de carbono neutro da empresa, Eduardo Petit nega que a mensagem seja sensacionalista. O texto e outro destaque da mesma página – um contador de quantos gramas de CO2 estão sendo emitidos pelo consumo de energia elétrica do micro enquanto a página está aberta – continua Petit, servem para “sensibilizar as pessoas sobre esse problema”. O cenário, explica, não é impossível. “Isso pode perfeitamente acontecer se nada for feito. Não sou eu que diz isso. Está, por exemplo, no documentário do Al Gore, Uma Verdade Inconveniente”.


Um investimento “carbon free” – “Gazeta Mercantil” – 21/09/2007
“Fundo de renda fixa do Itaú vai destinar à projetos parte da taxa de administração. No Itaú, o cliente já pode investir seu dinheiro e, ao mesmo tempo, neutralizar suas emissões de carbono. O banco acaba de criar um fundo de renda fixa que repassará 30% da taxa de administração cobrada dos cotistas para projetos de redução dos efeitos das mudanças climáticas, por meio da compensação de emissões de carbono. Segundo a superintendente de responsabilidade socioambiental do Itaú, Sonia Favaretto, o grande diferencial do produto é a ferramenta que permitirá ao investidor calcular a quantidade de dióxido de carbono que produz e, com base no resultado, chegar a um volume de recursos necessário para aplicação no fundo caso ele queira neutralizar suas emissões. O simulador, adaptado à realidade brasileira, estará disponível a partir de outubro”.


Novo programa financia cooperativas de reciclagem – “Valor Econômico” – 21/09/2007
“Um programa criado pelo Instituto Ecofuturo, Suzano Papel e Celulose, Banco Real e Fundação Avina vai aproximar cinco cooperativas de catadores de material reciclável do sistema bancário e permitir que elas aumentem a produtividade e, em conseqüência, a renda dos trabalhadores. O projeto, chamado de Programa de Investimento Reciclável, vai emprestar dinheiro a essas cooperativas e associações para a compra de material e capital de giro. Mas não há assistencialismo: os recicladores terão de pagar o dinheiro recebido, em até 24 vezes, com correção monetária, mas sem juros”.


Companhias aderem ao mundo verde – “Gazeta Mercantil” – 21/09/2007
“Projetos que visam proteger o meio ambiente ganham cada vez mais investimentos. As notícias sobre investimentos de seguradoras em ações para preservar o planeta começam a ser mais rotineiras. Além de ser fruto de uma consciência social, esse assunto é essencial para garantir a rentabilidade do setor. Afinal, as companhias vendem seguro que dão cobertura para quase tudo. Os prejuízos podem vir das perdas causadas com catástrofes naturais até o maior uso do seguro saúde, ambos agravados pelas mudanças climáticas”.


Terceiro setor vai discutir as melhores práticas para as PPP – “Gazeta Mercantil” – 19/09/2007
“O Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats) organiza um debate para analisar a influência de estruturas de governança corporativa e transparência em Parcerias Publico Privadas (PPP) para promoção de desenvolvimento sustentável no Brasil. A discussão também englobará as concessões de serviços essenciais e os convênios firmados pelas três esferas de governo (União, estados e municípios) para repasse de verbas. O encontro está agendado para o dia 24 de outubro, em São Paulo”.


Mapfre tem € 1 milhão para financiar pesquisas – “Gazeta Mercantil” – 19/09/2007
“A Fundação Mapfre, entidade sem fins lucrativos ligada ao maior grupo segurador da Espanha, oferece cerca de ? 1 milhão em bolsas de estudo para 2007 e 2008 a estudantes e profissionais que queiram desenvolver programas de pesquisas em diversas áreas. “Acreditamos que as medidas de incentivo que estamos realizando agora fornecerá às próximas gerações um mundo mais humano e justo”, disse o presidente da Fundação no Brasil, Antonio Cássio dos Santos”.


Universidades criam programas sociais – “O Estado de S. Paulo” – 19/09/2007
“A ONG Universidade Solidária (Unisol), que estimula a atuação social nas universidades, acaba de escolher dez projetos dedicados ao meio ambiente e ao desenvolvimento econômico de comunidades pobres. Cada projeto receberá R$ 40 mil para executar seus trabalhos. O programa, em sua 11ª edição, já financiou 47 projetos universitários em todo o País. Os projetos revelam qual é o tipo de trabalho que está sendo desenvolvido pelas universidades. Entre os projetos a serem colocados em prática este ano estão atividades de apicultura (criação de abelhas e extração de mel), criação de peixes, cooperativas de catadores de lixo, apoio a profissionais que trabalham com adubo e organização de costureiras na periferia de São Paulo”.


Pegadas verdes – “Época” – 15/09/2007
“Os empreendedores franceses François Morilion e Sebastian Kopp, ambos com 29 anos, conseguiram unir o prazer ao trabalho. Apaixonados pelo Brasil e defensores da atuação social e ecologicamente responsável das empresas, eles montaram um negócio que contempla as duas coisas – e ainda lhes rende um bom dinheiro. Estão produzindo no Brasil um tênis “verde” que virou moda entre jovens descolados na Europa e já foi tema de reportagens publicadas em duas das principais revistas de moda francesas, a Elle e a Vogue”.


Geopolítica do etanol – “Isto É Dinheiro” – 15/09/2007
“Há tempos não se via, num giro internacional do presidente Lula, as agendas política e econômica serem tratadas de forma tão inseparável. Ao flanar pelos países nórdicos, ladeado pela realeza, Lula pode até ter se sensibilizado com os rapapés monárquicos.Mas não esqueceu do motivo que o levou ao extremo norte europeu: o etanol e, claro, a montanha de dinheiro que o ronda. Lula passou a semana fechando acordos e discursando sobre as benesses sociais do combustível. Deu certo. O governo da Suécia prometeu para janeiro de 2009 o fim de uma sobretaxa sobre o etanol brasileiro. A ela, no entanto, ainda se soma uma alíquota de 26 centavos de euro imposta pela União Européia. “Trabalho com a esperança de que, na medida em que todos nós defendemos o comércio livre, o etanol não seja taxado”, disse o presidente. “Acredito que, um dia, reduziremos a tarifa a zero.” Lula foi recebido como o “rei do etanol” pela imprensa nórdica. Mas as críticas vieram na mesma medida. Rebatendo o argumento de Hugo Chávez e Fidel Castro, Lula se comprometeu a instituir um “certificado social” para o álcool, com garantias de que é produzido por trabalhadores com direitos reconhecidos”.




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