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Vitor Seravalli

setembro 26, 2020 by admin Leave a Comment

Vitor Seravalli

Vitor Seravalli

Em entrevista ao www.RESPONSABILIDADESOCIAL.COM, Vitor Seravalli, diretor do Departamento de Responsabilidade Social (DRS) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) fala sobre os desafios e tendências da responsabilidade social empresarial (RSE) e da missão do Ciesp. Leia a seguir:

1) Responsabilidade Social – O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) é uma entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos que tem como uma das suas atribuições promover o estudo de soluções de problemas que interessem a indústria. De que forma o Departamento de Responsabilidade Social (DRS) do Ciesp pode contribuir nesse sentido?
Vitor Seravalli – O Departamento de Responsabilidade Social do CIESP é um centro de competências que tem objetivo principal dar suporte às empresas associadas para compreender e desempenhar a Responsabilidade Social de modo sustentável, agregando valor real aos seus negócios.

2) RS – Como o senhor define o conceito de Responsabilidade Social?
VS – Responsabilidade Social Empresarial “é uma forma de conduzir os negócios que torna a empresa parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social. A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio ambiente) e conseguir incorporá-los ao planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos, não apenas dos acionistas ou proprietários” (Ethos).

3) Como a questão do desenvolvimento sustentável e da responsabilidade social integra o modelo de negócios do Ciesp?
VS – Pela sua representatividade no Estado de São Paulo em todas as suas Diretorias Regionais, o CIESP tem a capacidade concreta de fomentar a busca do entendimento dessa questão e, aproveitando sua admirável capilaridade, difundir um conceito de Responsabilidade Social Corporativa que traga mais sustentabilidade para as empresas. Isso ocorrerá se a conscientização das mesmas se refletir numa postura de ação que agregue um real valor a todos os seus públicos de relacionamento. Pela sua estrutura, o principal campo potencial de atuação do CIESP está mesmo nas Diretorias Regionais. Cada região do interior do estado, e mesmo as localidades distintas na capital, têm características de influência local e até mesmo vindas dos modelos de atuação de suas associadas, que sugerem atuações sociais diferenciadas dentro de suas comunidades.

4) RS – Quais os projetos sociais desenvolvidos e apoiados pelo Ciesp que o senhor considera de mais impacto a curto prazo?
VS – O programa Parceiros da Educação que trata de parcerias entre empresas e escolas estaduais, é o principal programa apoiado pelo CIESP. Porém há outras parcerias com organizações, como a FUNAP, Instituto Doe Sangue Salve Vidas, ABRALE, Rede São Paulo, que são oportunidades importantes para vivências empresariais nessa área. Para maiores detalhes, sugiro o acesso ao hot site de nosso departament http://www.ciesp.org.br (Responsabilidade Social – Projetos).

5) RS – Na sua opinião, a responsabilidade social já tem espaço certo na estratégia de negócios das empresas brasileiras?
VS – Pesquisas recentes evidenciam que as empresas valorizam a importância que a Responsabilidade Social Empresarial tem em sua lista de prioridades, principalmente aquelas que já entenderam o cenário social onde estão inseridas. Por outro lado, fica também evidente o grande potencial de conscientização que ainda está inexplorado, e que fica mais e mais cristalino na medida em que a dimensão das empresas evolui na direção das médias para pequenas. Definitivamente, não é errado concluir que há um caminho sem volta a ser seguido pelas empresas. Às vezes, é paradoxal o entendimento das mesmas sobre seu papel na sociedade. Nas empresas com visão mais clássica o aspecto econômico se sobrepõe, enquanto que tende a ser o oposto naquelas que baseiam sua atuação nos princípios do desenvolvimento sustentável. Não parece interessante mergulhar num processo de julgamento para definir qual opção é a mais viável para as empresas, mas parece lógico perceber que os investimentos conceituais e vivenciais das empresas com o tema poderão gerar muitas oportunidades para a sociedade e para elas mesmas.

6) RS – Como uma empresa pode transformar seu negócio em economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto?
VS – Se houver o real comprometimento da empresa com desenvolvimento sustentável, em sua mais reconhecida definição, que o considera existente quando seus negócios se desenvolvem “satisfazendo as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades”, então essa será a “evidência” de que a integração dos pilares econômico, social e ambiental já promoveu essa transformação. Porém, entendo que o grande desafio é a incorporação da “sustentabilidade” como competência, não só organizacional, mas também individual pelos colaboradores das empresas. E isso somente acontecerá quando esse tema se transformar em parte da estratégia, ou seja, algo realmente importante. Minha percepção é de que esse grande processo de compreensão e de conscientização ainda está numa fase com grande potencial de evolução, principalmente nas pequenas e médias empresas.

7) RS – Mas hoje já é lucrativo ser sustentável? De que forma a responsabilidade social empresarial pode ser um diferencial de mercado?
VS – Além da baixa priorização, há ainda um mito de que a sustentabilidade gera custos para os negócios. Na verdade, a sustentabilidade é um excelente investimento, e algumas organizações já se beneficiam de forma bastante concreta disso, inclusive no valor de suas ações nas Bolsas de Valores.

8) RS – Como o senhor avalia o desempenho das indústrias paulistas na área social e o que ainda precisa ser melhorado?
VS – O Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), criado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, um trabalho específico e muito rico em resultados sobre o tema, confirma a tendência de evolução, e apresenta resultados importantes em várias regiões do estado. Porém, conforme já foi dito, isso não é homogêneo e tem imenso campo para desenvolvimento.

9) RS – Investir na área social é exclusividade das grandes corporações? Como as pequenas empresas podem desenvolver ações sustentáveis?
VS – Esse é um outro mito a ser eliminado. Incorporar sustentabilidade através de investimentos sociais e ambientais conectados aos negócios é mais uma questão de atitude do que financeira. Por isso, defendo o pensamento de que mesmo as médias e pequenas podem atuar de forma sustentável, priorizando o equilíbrio dos pilares social, ambiental e econômico, impactando positivamente seus públicos de interesse (stakeholders), desde que mudem sua atitude em relação à percepção de seu papel transformador na sociedade.

10) RS – Quais as metas do Departamento de Responsabilidade Social do Ciesp?
VS – Há muitas oportunidades para que o CIESP use de forma plena sua principal competência, que é a capilaridade, no desenvolvimento da sustentabilidade de seus associados. A realização de um balanço social das aproximadamente 9000 empresas associadas, e que sirva de referência empresarial sobre o assunto, será uma das ações prioritárias para o próximo período. Acredito que a divulgação e replicação das inúmeras boas práticas existentes poderá gerar importante aprendizado para todos. No prazo mais curto, o objetivo é garantir a continuidade de todos os projetos que já recebem o apoio do CIESP por um monitoramento claro de resultados em relação à viabilidade e aos impactos positivos na sociedade. Uma outra ação estratégica é o apoio formal ao programa Pacto Global das Nações Unidas, que advoga dez princípios universais, derivados da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção. Se pudermos trazer nossas empresas associadas ao comprometimento em relação a esses princípios, estaremos certamente contribuindo de forma eficaz para a sustentabilidade das empresas e da sociedade.


CIESP – Telefone: (11) 3549 3253

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