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Francisco Neves

abril 29, 2020 by admin Leave a Comment

Francisco Neves, superintendente do Instituto Ronald McDonald

Francisco Neves, superintendente do Instituto Ronald McDonald

Conheça na entrevista abaixo, um pouco mais sobre os bastidores de um dos institutos mais atuantes no Brasil: o Ronald McDonald. Todo ano, os brasileiros estão acostumados a contribuir para a causa do câncer infantil, consumindo um big mac no Mc Dia Feliz. O superintendente do Instituto Ronald McDonald, Francisco Neves, explica o funcionamento das campanhas, conceitua responsabilidade social, marketing social e filantropia e convoca o terceiro setor para continuar na trilha do trabalho com compromisso. Confira:

1) Responsabilidade Social – Quando e por que foi criado o Instituto Ronald McDonald?
Francisco Neves –
O Instituto Ronald McDonald (IRM) foi criado em 8 de abril de 1999 pela rede McDonald’s e por diversas instituições de combate ao câncer infanto-juvenil e nasceu da necessidade de aumentar o índice de cura da doença no Brasil. O Instituto foi estruturado nos moldes da Ronald McDonald House Charities, que atua em outros 49 países e atualmente integra um sistema beneficente global que já viabilizou cerca de US$ 400 milhões em doações para programas voltados à infância e adolescência.

2) RS – Como é mantido o instituto?
FN – O Instituto é mantido por meio de contribuições regulares de empresas – que atuam como Membros Mantenedores – e de pessoas físicas, que podem tornar-se Membros Contribuintes, se quiserem fazer doações mensais, ou simplesmente depósitos em dinheiro nos cofrinhos (caixas-troco) distribuídos pelos restaurantes da rede McDonald’s em todo o país.  Outra fonte de arrecadação é o McDia Feliz, campanha anual coordenada pelo Instituto Ronald McDonald e que tornou-se a maior ação nacional contra o câncer infanto-juvenil.

3) RS – Quantas crianças e adolescentes doentes são atendidos por ano pelo instituto?
FN – As 90 instituições cadastradas em todo o Brasil que recebem recursos do Instituto Ronald McDonald atendem, por ano, mais de 2,5 mil crianças e adolescentes com câncer.

4) RS – Quais as principais ações de captação de recursos do Instituto Ronald McDonald?
FN – O Instituto Ronald McDonald desenvolve uma série de ações de arrecadação, a fim de garantir recursos para o combate ao câncer infanto-juvenil. Esses recursos são usados na compra de material e equipamentos hospitalares, na reforma de instituições, casas de apoio e hospitais que atendem crianças e adolescentes com câncer, entre outras iniciativas. Mais de 100 instituições em 20 estados já foram beneficiadas com recursos provenientes dessas ações, entre elas:

– McDia Feliz – Maior fonte de arrecadação de recursos do Instituto Ronald McDonald, o evento permitiu ao Instituto movimentar, de 1988 até 2005, cerca de R$ 59,8 milhões. Na 17ª versão do McDia Feliz, em 2005, foram arrecadados R$ 8,6 milhões com a venda de mais de 1,2 milhão de sanduíches Big Mac. A campanha consiste em reverter, em benefício de instituições que tratam de crianças com câncer, toda a renda arrecadada com as vendas de sanduíches Big Mac (exceto impostos) num sábado do ano, em todo o país. Sábado é o dia da semana em que a rede McDonald’s registra maior movimento.

– Instituto Ronald McDonald Invitational Golf Cup – Criado em 2004, o torneio de golfe beneficente é uma iniciativa inovadora da Martin-Brower em parceria com o Instituto Ronald McDonald. Em 2005, o evento reuniu cerca de 450 empresários e executivos num torneio no Clube de Campo de São Paulo e permitiu arrecadar R$ 500 mil.

– Cofrinhos – Os cofrinhos distribuídos pelo Instituto Ronald  McDonald por mais de 500 restaurantes da rede McDonald’s em todo o país também auxiliam no desenvolvimento de ações de combate ao câncer infanto-juvenil. No ano passado, os cofrinhos arrecadaram R$ 2,33 milhões, ajudando milhares de crianças e adolescentes com câncer. Para estimular as doações, o Instituto lançou um desafio entre os restaurantes de todo o país. O projeto dos cofrinhos despertou o interesse da Casa Ronald McDonald da Argentina e o Instituto não só prestou consultoria, como intermediou a compra e o transporte de mil cofrinhos para a Argentina junto a seus parceiros no Brasil. Todo o material foi entregue em 2005.

– McLanche Feliz – Desde 2001, a refeição infantil mais vendida no país, com média de três milhões de unidades consumidas por mês, é hoje uma das principais fontes de recursos do IRM. Em 2004, a doação era de R$ 0,001 por lanche vendido e foram arrecadados R$ 217,151 mil. No ano passado, a doação passou para R$ 0,03 e o valor arrecadado foi de R$ 661,5 mil . Este ano, a previsão é que a arrecadação alcance o valor de R$ 752,4 mil.

– Licenciamento de Marcas – O Instituto Ronald McDonald recebeu do McDonald’s os direitos para o uso das marcas McDia Feliz, Ronald McDonald, Dia Mundial das Crianças, Instituto Ronald McDonald e Casa Ronald McDonald, para o licenciamento de produtos. O Instituto usa essas marcas para confecção e venda de produtos. Parte da renda obtida com a comercialização desses produtos é revertida para as instituições de apoio ao combate ao câncer infanto-juvenil.

Além das ações de captação, o Instituto possui outros projetos de combate ao câncer infanto-juvenil, como o Projeto Tsuru, que foi criado em 2004 e está mapeando 5.507 municípios brasileiros, para verificar as condições de atendimento e cura de crianças e adolescentes com câncer nesses locais. A iniciativa pretende identificar as demandas na assistência oncológica pediátrica no Brasil e orientar a mobilização da sociedade, a articulação de parcerias e a destinação de recursos, para ampliar a abrangência e a qualidade do atendimento às crianças e adolescentes com câncer. Através do Tsuru, o Instituto pretende identificar os chamados Pólos Convergentes, regiões que, por suas características sócio-econômicas, políticas e culturais, são capazes de atrair parcelas da população ao seu redor. Dessa forma, o IRM pretende aumentar o diagnóstico precoce da doença e oferecer condições dignas aos pacientes, evitando que tenham que se deslocar para lugares distantes em busca de tratamento. O projeto também conta com o apoio do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope).

Além desse projeto, o Instituto mantém parceria com a Casa da Criança, grupo com mais de 2 mil arquitetos e decoradores, que desenvolve projetos de espaços bem planejados e equipados para instituições de atendimento a crianças. Através da expertise desses profissionais, esses locais são transformados em ambientes vivos, com instalações práticas e confortáveis para o atendimento de crianças. O grupo mantém convênio com empresas de vários setores, o que permite a doação de material de construção, acabamento, mobiliário, brinquedos e, sobretudo, mão de obra especializada. Através da parceria entre o Instituto Ronald McDonald e a Casa da Criança está sendo possível realizar a reforma do ambulatório de oncologia pediátrica do Hospital do Açúcar, em Maceió da Casa de Apoio Menino Jesus, em Fortaleza e da unidade de internação do Hospital do Câncer de Mato Grosso.

5) RS – Como as instituições podem pleitear ajuda junto ao IRM?
FN – O Instituto Ronald McDonald está constantemente revendo seu cadastro nacional, que identifica as instituições que assistem ou tratam de crianças e adolescentes portadores de câncer, com o objetivo de assegurar a mais adequada destinação de seus recursos. O cadastro, pré-requisito para que a instituição envie projetos ao Instituto, dispõe de amplas informações sobre essas instituições, incluindo infra-estrutura, origem de pacientes e demanda atendida. Esses dados, dentre outros, são parâmetros para o planejamento da destinação de recursos do Instituto. Para ser incluída no cadastro do Instituto Ronald McDonald, a instituição precisa atuar pela causa do combate ao câncer infanto-juvenil; ser legalmente constituída, com estatuto registrado em cartório e inscrição no CNPJ; não ter fins lucrativos; ser reconhecida pelas ações desenvolvidas junto à comunidade; entre outras exigências.

6) RS – O que o trabalho à frente do Instituto Ronald McDonald representou para a área social no país?
FN – O Instituto Ronald McDonald recebeu um legado do McDonald’s na área social, principalmente através do McDia Feliz, mudando o panorama do câncer infantil no país. Antigamente, uma criança com câncer era vista e tratada como um adulto em miniatura, pois não havia equipamentos apropriados, nem profissionais especializados no tratamento do câncer infantil. Esses movimentos em prol de crianças e adolescentes com câncer estimularam debates e discussões que ajudaram a quebrar o tabu que girava em torno da doença. A abordagem do tema mudou e as pessoas passaram a se envolver mais com a causa, divulgando e  ajudando a criar a consciência de que o câncer tem cura e do quanto é importante o diagnóstico precoce.

Para isso, é  preciso estar focado num tema e disseminar as informações relativas a esse tema para as comunidades, gerando um envolvimento maior das pessoas em relação ao assunto e também dos profissionais que atuam na área. Eu me sinto um privilegiado por participar de todo o processo, que começou na década de 90, e me sinto dignificado, pois tenho um respeito e um orgulho enorme de participar de um movimento que está mudando a mentalidade a respeito do câncer no país.

7) RS – Qual a diferença de responsabilidade social e filantropia na visão do Instituto?
FN – A filantropia remete a ações externas das organizações empresariais, em benefício de determinada comunidade ou grupo social enquanto a responsabilidade social tem um objetivo estratégico e está incorporada a cadeia de negócios da empresa. O McDonald’s por exemplo, tem o combate ao câncer incorporada ao seu dia-a-dia e promove, junto com o Instituto, não apenas o McDia Feliz, mas outras várias ações com o objetivo de arrecadar recursos destinados à causa, como os cofrinhos espalhados por mais de 200 restaurantes da rede em todo o país, para estimular os clientes a doarem os trocos dos lanches, as doações de R$ 0,003 sobre a venda do McLanche Feliz, entre outras. Ou seja, a filantropia é apenas parte da responsabilidade social. Mas não adianta, por exemplo, a empresa promover uma ação social isolada e agir de forma politicamente incorreta a maior parte do tempo. O conceito de responsabilidade social também não deve ser confundido com o de marketing social, cujo principal objetivo é alavancar os negócios da empresa através da divulgação de uma imagem positiva perante a opinião pública e o consumidor. Os conceitos e a prática do investimento social derivam da consciência da responsabilidade e reciprocidade em relação à sociedade, assumida livremente por empresas, fundações ou institutos.

8) RS – Como o senhor vê o crescimento da responsabilidade social corporativa no país?
FN –
Eu vejo a responsabilidade social corporativa como um movimento salutar, de transformação da sociedade como um todo. As empresas estão agregando um valor que não tem em vista exclusivamente o retorno financeiro com seu produto. O consumidor reconhece a atuação dessas empresas na área de responsabilidade social e esta atuação, por sua vez, resulta num comprometimento maior dos funcionários dessas empresas em relação às comunidades que vivem em áreas próximas.

9) E o que o senhor pensa da profissionalização de todo o terceiro setor, nítida nos últimos tempos?
FN – Acho importante e necessária, mas faço uma ressalva: o Terceiro Setor não pode perder a sua essência, a sua alma, e se transformar no Segundo Setor. É preciso ter metas ousadas, desprendidas e empreendedoras. É preciso se dedicar à causa, pois, do contrário, não será possível alcançar os resultados que se está procurando. É preciso ter persistência, abnegação e entender que não está fazendo só para si, mas para os outros.

10) RS – Que tipo de atuação por parte das organizações da sociedade civil são mais importantes e têm mais resultado no tratamento do câncer?
FN – A mobilização é importante, pois chama a atenção para um problema até então desconhecido da maioria das pessoas. Depois que o McDia Feliz foi criado, o espaço destinado à divulgação do câncer infanto-juvenil aumentou expressivamente e trouxe a consciência de que o câncer tem cura. Depois desse movimento, o número de instituições de apoio cresceu, assim como a quantidade de médicos especializados na área e o apoio psicossocial oferecido aos portadores da doença. A mobilização possibilitou, ainda, a criação de casas de apoio, que aumentaram a aderência dos doentes aos tratamentos e fizeram com que muitos hospitais precisassem expandir sua estrutura, para atender à demanda crescente de pacientes.


Mais informações sobre como se cadastrar junto ao Instituto, podem ser obtidas pelo e-mail  instituto@instituto-ronald.org.br

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