Marina Sophia

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A jovem conta sua história de superação em crônica e conquista prêmio cultural do Ministério da Saúde

Com o pseudônimo de Marina Sophia, a adolescente de 17 anos, moradora do Distrito Federal (DF), descreveu sua trajetória de vida e conquistou o segundo lugar do concurso cultural “Vidas em Crônica” promovido pelo Ministério da Saúde. Ela concorreu na categoria “Vivendo com o HIV” e emocionou a comissão julgadora com a sua obra.

Na narrativa, intitulada “Remédios que curam o preconceito contra a AIDS”, Marina conta que sofreu com a rejeição da própria família. “Até os dez anos de idade, alternei a minha estadia entre a casa dos meus avós e os hospitais. Depois desse período, a minha família me entregou para uma instituição que cuidava de portadores do vírus HIV, alegando que tomar conta de mim era algo trabalhoso”, diz.

O anúncio dos vencedores foi realizado no último dia 25 e a premiação será realizada no dia 1º de dezembro, data que celebra o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Os vencedores receberão das mãos do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, um netbook, prêmio que agradou em muito a adolescente Marina.

A jovem vive há mais de três anos com outras 16 crianças na instituição Vida Positiva, instalada em Taguatinga Norte. A entidade cuida de crianças e jovens que vivem e convivem com HIV e oferta atendimento médico, psicológico, odontológico, social e educacional. Trata-se de um acompanhamento completo, que contempla, ainda, atividades religiosas e recreativas.

Segundo Marina, até conhecer o trabalho de Vicky Tavares, criadora da ONG, ela não tinha confiança nas pessoas que a cercavam. “Esse quadro só começou a mudar, quando conheci a Vovó Vicky, que me ajudou a ver um outro lado da vida: a aceitação de quem sou eu”, disse a jovem que está feliz em poder compartilhar sua história de superação, de como enfrentou a doença, o preconceito e a discriminação.

No texto, disponível nesse link, Marina conta como é sua rotina hoje e detalha como é o convívio na Vida Positiva. “O meu lar é diferente do de outras instituições pelas quais passei, pois todos se aceitam e se respeitam”, destaca.

Outro ponto abordado é sua relação como espelho e conquista da auto-estima. “Hoje o espelho não é mais o vilão. Pelo contrário, adoro me arrumar, usar maquiagem e cuidar do meu cabelo. Acho que sou uma garota vaidosa”, descreve.

O concurso selecionou 15 histórias reais e classificou oito trabalhos. Todas as histórias vencedoras serão reescritas e transformadas em uma publicação especializada. O trabalho de adaptação das narrativas será realizado pelo jornalista José Resende Jr., vencedor do Prêmio Jabuti 2010 na categoria “Contos e Crônicas”.


Vida Positiva - Telefone: (61) 3034-0040

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