Eduardo Srur

Crédito: Instituto EcoFaxina

Exposição “O Aquário Morto” apresenta os resíduos retirados por voluntários do Instituto EcoFaxina formando uma imagem do fundo do mar repleto de lixo

O artista paulistano Eduardo Srur, reconhecido por trabalhos que chamam a atenção para questões ambientais versus o cotidiano nas metrópoles, assina a exposição “O Aquário Morto”, organizada no Acqua Mundo, o maior aquário privado da América Latina, no Guarujá (SP). A instalação, aberta para visitação até 10 de maio, retrata um futuro de vida ou morte para os oceanos.

A mostra foi idealizada pela agência Leo Burnett Tailor Made em parceria sustentável do Instituto EcoFaxina, que trabalha na coleta de resíduos nas áreas degradadas e já mobilizou aproximadamente 600 voluntários e retirou mais de 28 toneladas de resíduos de áreas naturais na Baixada Santista.

A sala principal do Acqua Mundo, com aproximadamente 360° de aquário, foi dividida ao meio deixando todas as espécies marinhas de um lado. O outro espaço apresenta os resíduos retirados por voluntários do EcoFaxina durante duas ações voluntárias, uma na praia de Itaquitanduva, em são Vicente, e outra na praia do Saco do Major, no Guarujá, formando uma imagem do “fundo do mar” repleto de lixo.

O objetivo é impactar o público para que entendam o quanto é importante que todos abracem essa causa. O artista Eduardo Srur reforça que cabe a cada um escolher o que quer para o seu futuro “morte ou vida” e a exposição mostra exatamente isso.

“Faz algum tempo que comecei com a missão de tirar a arte dos museus e das galerias e levar para o grande público, de forma que aproxime a arte do cotidiano das pessoas. Esse é um ingrediente essencial para modificar a forma de como enxergamos a realidade. Se você da à possibilidade do público mudar o olhar, você começa a mudar as práticas e a forma como lidamos com essa realidade”, afirmou.

Eduardo Srur nasceu em 1974, em São Paulo, onde vive e trabalha. O artista começou na pintura, mas se destacou nas intervenções urbanas. Suas obras se utilizam do espaço público para chamar a atenção para questões ambientais e o cotidiano nas metrópoles. Realizou diversas intervenções urbanas na cidade de São Paulo e participou de exposições em muitos países, entre eles Cuba, França, Suíça, Espanha, Holanda, Inglaterra, Alemanha. O conjunto de trabalhos de Srur é uma crítica conceitual que desperta a consciência e o olhar para uma nova estética e o entendimento das artes visuais.

A mostra “Aquário Morto” pode ser visitada até o dia 10 de maio, sempre de segunda à sexta, das 10h às 18h, sábados das 10h00 às 22h e domingos e feriados, das 10h às 20h. O Acqua Mundo está localizado na Avenida Miguel Estéfno, 2001, Enseada, Guarujá/SP.

Poluição nos mares

Segundo dados do Instituto EcoFaxina, atualmente, cerca de 260 espécies da fauna marinha são afetadas pelo lixo descartado, com aproximadamente 80% dos resíduos provenientes de áreas terrestres. O habitat marinho virou um enorme lixão que recebe toneladas de resíduos. Ambientalistas estimam que 14 bilhões de quilos de lixos sejam descartados todos os anos nos oceanos, destino final de todo o nosso lixo.

A costa brasileira, com 9.198 km de extensão, possui mais de cinco regiões metropolitanas à beira-mar que geram quase 56 mil toneladas de resíduos por dia. Entre elas, a região da Baixada Santista, com muitas favelas de palafitas, com destaque para o Dique da Vila Gilda, considerada a maior favela de palafita do Brasil, no Município de Santos, que abriga de forma precária seis mil famílias em meio a toneladas de lixo e muito esgoto.

Entre em contato:
Eduardo Srur
Site: http://www.eduardosrur.com.br/

Instituto EcoFaxina
Site: http://www.institutoecofaxina.org.br/




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