Sustentabilidade e as perspectivas para 2014

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O conceito básico de sustentabilidade já está um pouco mais difundido devido ao aumento de sua demanda nas empresas, que normalmente é gerado pela necessidade de novos caminhos para alcançar metas e objetivos. O principal papel no atingimento dessas metas é, sem dúvida, exercido pelos colaboradores, e com isso acreditamos que a grande aposta para 2014 é a educação para sustentabilidade.

Imagine se todos os colaboradores conseguissem enxergar, cada um dentro de sua área, um meio de viabilizar todos os itens de sua agenda por meio do funil da sustentabilidade? Isso só seria possível se construído uma visão de sustentabilidade ampliada e compartilhada por todos sobre o que é vital dentro desse tema para o negócio em questão.

Outro aspecto pertinente para este ano é o de se aprofundar nos temas técnicos, a sustentabilidade não tem uma receita de bolo que sirva a todo tipo de negócio. Os temas devem ser avaliados com a particularidade de cada mercado para surtir resultado satisfatório, estudos para áreas específicas como logística, tecnologia da informação, moda, bens de consumo etc. se fazem necessários para desenhar um balizador comum e fonte para futuros comparativos de evolução desses mercados.

Cada vez mais as contradições entre o ser e o parecer serão menos toleradas pelos consumidores, fornecedores, influenciadores de informação e todos os stekaholders envolvidos.

Existem alguns suplementos setoriais como o do setor financeiro, feito pelo GRI (Global Report Iniciative) – organização holandesa pioneira em sustentabilidade, que desenvolveu o relatório de sustentabilidade mais utilizado no mundo e o setorial de moda, feito pelo Uniethos – associação independente, sem fins lucrativos, dedicada integralmente à educação por meio do desenvolvimento de estudos, pesquisas e capacitação em Responsabilidade Social Empresarial. Esse tipo de iniciativa ajuda e muito no avanço das questões específicas relacionados a sustentabilidade.

E não menos importante que os citados acima, a Comunicação para a Sustentabilidade também é outro item que deve ser melhorado em 2014. Muitas empresas acabam aplicando “greenwashing” – quando uma empresa ou organização gasta mais tempo e dinheiro alegando ser “verde” através da publicidade e marketing do que realmente implementando práticas de negócios que minimizem o impacto ambiental, por má orientação ou por falta de informação.

O fato é que cada vez mais as contradições entre o ser e o parecer serão menos toleradas pelos consumidores, fornecedores, influenciadores de informação e todos os stekaholders envolvidos. A transparência é um pilar fundamental para qualquer empresa séria no mercado.

Mas, de nada valem todos esses esforços se a estratégia de sustentabilidade não estiver intimamente ligada à missão, visão e valores de cada organização. Acredito que essa ligação é a cola que une a real vontade de fazer diferente.

Roberta Valença é CEO da Arator, companhia especializada em projetos completos de sustentabilidade com inovação.

(Artigo originalmente publicado no site EcoD)




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