Projeto pioneiro no país capacita jovens com deficiência intelectual e promove a inserção deles no mercado de trabalho

Jovens participantes do Programa STIHL de Inserção de Pessoas com Deficiência Intelectual

Jovens participantes do Programa STIHL de Inserção de Pessoas com Deficiência Intelectual

Realizada no Rio Grande do Sul, ação apostou nas aulas práticas e a metodologia pode ser reaplicada em outras instituições

A Stihl, empresa especializada em ferramentas motorizadas portáteis, entregou no último dia 3, certificados para os oito jovens participantes de um projeto pioneiro de capacitação de pessoas com deficiência intelectual. Realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no Rio Grande do Sul, a iniciativa aliou a formação educacional e profissional e a grande aposta foram excessivas aulas práticas.

“Encontrar postos de trabalho compatíveis para os deficientes intelectuais é muito difícil, pois eles têm muita dificuldade de aprendizagem. A metodologia é outra. Como eles não entendem a teoria tão bem, é necessário trabalhar muito no concreto. Aprendem na teoria e vão para a prática imediatamente. Tivemos que desenvolver um curso com possibilidades de realmente inserir esses jovens no mercado”, explica Eliane Dall’Agnese, analista de Serviço Social da Stihl.

Com uma metodologia própria e pioneira no Brasil, o projeto ofertou 300 horas de aulas teóricas no Senai e 900 horas de trabalho prático na Stihl e os jovens serão efetivados na companhia. “A presença desses profissionais ajuda a empresa como um todo e a sociedade também. É um aprendizado mútuo”, afirma Karin Leitzke, gerente de Recursos Humanos da instituição.

Ainda de acordo com ela, a ideia nasceu com o desafio de atender aos requisitos da legislação que prevê a contratação de pessoas com deficiência, mas os resultados superaram as expectativas. O sucesso do projeto foi tanto que, em fevereiro, a empresa recebeu a visita de mais de 40 representantes de empresas que foram conhecer os resultados do programa.

“Para que desse certo tivemos que trabalhar o preconceito das famílias. Elas precisavam acreditar que os jovens passam por um processo mais difícil, mas que têm reais condições de trabalhar”, defende Dall’Agnese. As oficinas englobaram, ainda, aulas de comportamento, explicações sobre como usar o vestiário e o restaurante, como se vestir no ambiente de trabalho e como se orientar dentro da empresa, entre outras questões, além de aprender a prática do dia a dia do trabalho.

Outro diferencial do projeto foi a participação de tutores, que além de exercerem suas atividades normais, orientaram os jovens. “Os colegas de referência aprenderam a conviver com as diferenças e a capacidade de superação”, fala Leitzke. Os participantes também são acompanhados pelo supervisor do setor e pelo monitor do programa.

“O que podemos tirar de experiência até aqui é que é possível cumprir a legislação, sensibilizar e desenvolver nossos colaboradores e gestores para a verdadeira inclusão e também fazer efetivamente a inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho demonstrando suas potencialidades, alinhando à cultura corporativa”, completa Dall’Agnese.

De acordo com a analista de Serviço Social da Stihl, a empresa avançou em pontos importantes no quesito de acessibilidade na empresa para as pessoas com deficiência, com a instalação de elevadores, rampas, piso tátil, e banheiros, mas ainda há muito trabalho a fazer. “Contratamos um monitor e uma consultoria especializada para assessorar o programa e ampliamos as oportunidades de inserção no mercado de trabalho para os diversos tipos de deficiência, como deficientes auditivos, físicos, intelectuais e múltiplos”, diz.

Responsabilidade social

Como sede em São Leopoldo (RS), a empresa conta hoje com 1.700 colaboradores. A fábrica da Sthil é a única no Brasil, no segmento de ferramentas motorizadas portáteis, a contar com a dupla certificação ISO 14001 e OHSAS 18001. Em 2009, a empresa iniciou investimentos de R$ 11 milhões em uma nova estação sanitária de tratamento de efluentes (ETE) e uma nova ETE industrial, ambas com tecnologia avançada.

A Stihl é também signatária do Fórum Amazônia Sustentável, fundado em Belém (PA), em novembro de 2007, com a missão de mobilizar lideranças de diversos segmentos sociais para promover diálogo, cooperação e articulação visando uma Amazônia mais justa e sustentável.


Stihl - Telefone: (11) 5182-1806

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