O que deu na mídia (edição 67)

Leia aqui as principais notícias sobre responsabilidade social e Terceiro Setor

“Petrobras persiste no erro”, diz Grajew – “Gazeta Mercantil” – 05/12/2008
“O presidente do conselho do Instituto Ethos, Oded Grajew, afirmou que a Petrobras deveria fazer uma “profunda reflexão” e admitir seu erro na questão da produção de um diesel mais limpo. “Passado o momento emocional, a Petrobras deveria se engajar num projeto de produzir o combustível de melhor qualidade para a saúde pública”, afirmou. Grajew lamentou o anúncio da saída da Petrobras do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. A mobilização pela produção de um diesel com menor teor de enxofre foi liderada pelo Movimento Nossa São Paulo, presidido por Oded Grajew que também é presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos”.


Comunidade tradicional quer debater desmate evitado – “O Estado de S. Paulo” – 05/12/2008
“A eventual regulamentação de um mecanismo financeiro que possa render ganhos com o desmatamento evitado tem movimentado comunidades de povos tradicionais de florestas de várias partes do mundo, que pedem para participar do debate. Índios e seringueiros do Brasil estão otimistas, achando que poderão lucrar se for feito algum pagamento por essa redução. Já povos dos demais países com cobertura amazônica prevêem um “desastre” se as emissões evitadas em florestas forem negociadas em um mercado de carbono. O temor é que, com a valorização do carbono florestal, as populações tradicionais acabem expulsas de suas terras por quem quer ganhar com esse novo comércio”.


Petrobras: Ethos critica saída anunciada pela empresa – “Folha de S. Paulo” – 04/12/2008
“O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social afirma que a decisão da Petrobras de deixar o quadro de associados da entidade é “uma demonstração da redução do compromisso da companhia com a responsabilidade social empresarial”. A empresa anunciou seu desligamento anteontem. Argumentou estar sendo alvo de uma campanha difamatória e que “o grupo de pessoas e entidades responsável por essa campanha contra a companhia encontra respaldo no Instituto Ethos”.


Petrobras sai do Instituto Ethos – “O Globo” – 04/12/2008
“A Petrobras pediu na noite de terça-feira o desligamento do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Segundo a estatal, a decisão foi tomada porque “vem sendo alvo de uma campanha articulada com o objetivo de atingir a sua imagem”. O foco central da discussão é o teor de enxofre no óleo diesel, algo que já vem sendo contestado pelo Ethos há pelo menos um ano. A “campanha” contra a Petrobras, segundo a estatal, encontra respaldo no grupo de pessoas que integram o instituto, como as Secretarias de Meio Ambiente dos estados de São Paulo e Minas Gerais, além da Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo”.


Diesel limpo afasta Petrobras do Ethos – “Valor Econômico” – 03/12/2008
“A discussão sobre a venda de diesel limpo no Brasil, com apenas 50 partes por milhão de enxofre, ganhou mais um capítulo ontem depois que a Petrobras anunciou, em tom duríssimo, seu desligamento do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Em nota, a estatal diz que está sendo “alvo de uma campanha articulada” que teria “o objetivo de atingir a imagem da companhia e questionar a seriedade e eficiência de sua administração”. A nota afirma que o Ethos tem respaldado um “grupo de pessoas e entidades responsáveis por essa campanha contra a companhia” e que “a ação politizada desse grupo promove a desinformação do público em geral e induz entidades sérias a cometerem erros de avaliação e decisão”. A estatal aponta entre os que atuam “de forma deliberada e difamatória” integrantes das secretarias estaduais de Meio Ambiente de São Paulo e Minas, a Secretaria do Verde da cidade de São Paulo e ONGs “que se intitulam representantes da sociedade civil de São Paulo”.


Centros Comunitários de Produção – “O Globo” – 01/12/2008
“O Programa dos Centros Comunitários de Produção (CCP), que investe em equipamentos elétricos para o beneficiamento de grupos de pequenos agricultores, está integrado no programa “Luz para Todos”. Enquanto estimula o uso racional de energia e viabiliza o mercado de energia nas áreas rurais, a implantação dos CCP contribui para o desenvolvimento econômico e social das áreas atendidas pelos programas de eletrificação rural do Governo Federal – e ajuda a reduzir o êxodo com a geração de empregos no meio rural ou longe de grandes centros urbanos”.


Belo Monte representará a evolução do setor elétrico – “O Globo” – 01/12/2008
“Precedido por amplos debates envolvendo populações ribeirinhas e indígenas, além de técnicos do governo, o projeto de implantação da hidrelética de Belo Monte, no Pará, ainda pode sofrer alterações que garantam o menor impacto ambiental possível na região, segundo o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes. A hidrelétrica será a terceira maior do mundo em capacidade instalada, com 11.233 MW. Quando entrar em funcionamento – o que deve acontecer entre 2010 e 2015 –, responderá pelo atendimento de 5,5% do consumo total de energia elétrica do Brasil previsto para o ano de 2017, o que equivalerá, na época, ao consumo médio de 17,5 milhões de residências. Atualmente, as duas maiores são Três Gargantas, na China, e Itaipu Binacional, Brasil/Paraguai”.


Ações de desenvolvimento sustentável no entorno das hidrelétricas – “O Globo” – 01/12/2008
“Para suportar os impactos dos empreendimentos nas regiões onde eles são implantados, a Eletrobrás está elaborando o Programa de Aparelhamento dos Municípios, destinado ao desenvolvimento sustentável no entorno de suas hidrelétricas. O objetivo é garantir aos municípios não apenas compensações, mas a melhoria da qualidade de vida, mostrando que o desenvolvimento pode gerar diferentes recursos, que não se refletem apenas no aumento da receita do ISS (Imposto Sobre Serviços), destinado às Prefeituras. Esses projetos de desenvolvimento sustentável estão previstos na concessão de licenças de construção das hidrelétricas, com controle da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). “O empreendedor é obrigado a assegurar que as populações sejam beneficiadas”, informa o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes”.


Governo admite falha em plano antidesmatamento – “Folha de S. Paulo” – 27/11/2008
“Um relatório preparado pelo governo federal aponta que o plano do próprio governo para o controle de desmatamento na Amazônia foi mal implementado. Mais grave, a maioria das ações que foram implementadas teve uma eficácia “indefinida” na queda acumulada de 59% na devastação até 2006. O documento é uma avaliação dos primeiros quatro anos (2004-2007) do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, o PPCDAM. Deveria ter sido divulgado no ano início do ano”.


Jirau e o futuro do licenciamento ambiental – “Valor Econômico” – 25/11/2008
“O licenciamento ambiental no Brasil é um importante instrumento de conciliação entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental, premissa básica para se alcançar o tão desejado desenvolvimento sustentável. Ainda que muito se discuta o licenciamento na atualidade, não se pode dizer que seja uma novidade. Ao contrário, esse instituto vem sendo aplicado desde meados dos anos 70 e é contemporâneo de outros eventos marcantes no processo de formação da estrutura político-institucional de proteção do meio ambiente, como a criação da Sema – hoje convertida no Ministério de Meio Ambiente – e do Ibama, a instituição do Conama e suas resoluções, e a produção das principais leis e decretos, como a vigente Política Nacional de Meio Ambiente. A partir de então – e especialmente após a atribuição de status constitucional ao meio ambiente -, estruturas similares também foram desenvolvidas nos Estados e, mais recentemente, nos municípios, formando, na prática, o Sistema Nacional do Meio Ambiente”.


Em Londres, o primeiro rating para o carbono – “Valor Econômico” – 24/11/2008
“Kyoto é uma experiência muito pequena. Mas em dois, três anos, partiu-se do zero para chegar a 80 bilhões de euros. Isto não é trivial. Imagine, há quatro anos, falar de um mercado deste tamanho para algo que não se pode ver nem cheirar e que onde se ganha dinheiro achando meios para que diminua ou desapareça. Doido, não é?. O raciocínio de Ian Johnson, que por oito anos foi vice-presidente de desenvolvimento sustentável no Banco Mundial, refere-se ao mercado de créditos de carbono criado a partir da vigência do Protocolo de Kyoto e com base em projetos de tecnologia limpa que reduzam as emissões de gases-estufa”.


Presos aprendem uma profissão com produtos que vêm do lixo – “O Globo” – 23/11/2008
“Mas é aí que começa uma história que engloba moda, responsabilidade social e produtos exclusivos. Acaba de chegar ao mercado a TemQuemQueira, que utiliza como matériaprima para seus produtos o lixo gerado pela realização de eventos, aproveitando sobras como lonas vinílicas, fundos de palco e banners. Além do diferencial da matéria-prima, o processo produtivo desempenha um papel social: a mão-de-obra é de presidiários do Núcleo Prisional Ferreira Viana Neto, em Niterói”.




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