O que deu na mídia (Edição 13)

Leia aqui sobre as principais notícias sobre responsabilidade social e terceiro setor:

Frei Betto diz que FH teme que Lula acabe com a fome no país, “Dourado News” (16/07/2003)
Em resposta às críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao programa Fome Zero, o assessor especial da Presidência, Frei Betto, afirmou nesta terça-feira, em seminário na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que o antecessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pôde resolver o problema da fome em oito anos de governo, e talvez tenha medo de que o presidente Lula consiga fazê-lo em quatro anos. Frei Betto participou de um seminário sobre responsabilidade social, onde foi formalizada a adesão da entidade ao Fome Zero. O assessor informou que o programa já funciona em 400 municípios e deve chegar a mil até outubro. O prazo inicial era que chegasse a este número somente no fim do ano.


Índices para comemorar, “Jornal de Brasília” (15/07/2003)
O PNUD divulgou na semana passada o Relatório de Desenvolvimento Humano anual 2003. E apontou que o Brasil melhorou em relação ao último relatório. Segundo o estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano, houve avanços no número de matrículas em todos os níveis de ensino, na eqüidade de oportunidades entre homens e mulheres e no aumento de expectativa de vida. Em relação ao IDH, índice de desenvolvimento humano que mede a longevidade, educação e renda de 175 países, subimos quatro pontos. Ainda estamos em posição desfavorável (65ª). Só o crescimento econômico poderá melhorar significativamente nossa classificação. Mas ações adotadas pelo governo nos últimos anos em muito contribuíram para o avanço social. E houve avanços no sentido de universalizar educação e saúde. Os que apenas criticam eventuais desacertos do passado, próprio do processo inovador que se instalou na área social, com a divisão de responsabilidades entre estado, União e município, tentam ocultar que o País mudou. Relembro algumas questões positivas em relação aos programas sociais do governo Fernando Henrique. Um grande avanço foi tirar a assistência social do favor e da caridade e lhe garantir status de política pública.


CPI quer desbaratar redes de exploração sexual no País, “Diário do Nordeste” (16/07/2003)
Desbaratar as redes de exploração sexual — a partir da década de 90 tornaram-se ainda mais sofisticadas —, e levar para a cadeia aqueles que cometem crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Estes são os principais desafios da CPI mista do Congresso, que tem à frente a senadora Patrícia Saboya, que comandou na última semana, em Brasília, a reunião do grupo. A inquietação dos parlamentares surgiu a partir do estudo ´Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial no Brasil´, realizado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e coordenado no Brasil pelo Cecria (Centro de Referência, Estudos e Ações sobre a Criança e o Adolescente) em 2002. A pesquisa mostrou que o crime organizado no Brasil utiliza 241 rotas terrestres, marítimas e aéreas para explorar sexualmente mulheres, jovens e crianças. Natal, Fortaleza, Salvador e Recife recebem destaque por estarem na rota do turismo sexual. Do Rio de Janeiro e São Paulo, mulheres tomam a rota da Holanda, Itália, Israel, Portugal e Estados Unidos. O abuso sexual transcende os limites culturais e de classe social. Pesquisas apontam que cerca de 90% dos casos de abuso são cometidos por familiares das crianças.


Problema mais social que econômico, “O Povo” (12/07/2003)
A escassez de água passou de um problema sócio-econômico para primordialmente social nas regiões do semi-árido onde predomina a agricultura de subsistência. A população afetada é a que depende das chuvas.




Também nessa Edição nº: 13
Perfil: Aloizio Mercadante
Entrevista: Tonico Pereira
Artigo: Ética na Administração e Responsabilidade Social do Administrador
Notícia: Promoção do meio ambiente
Notícia: Incentivo a grandes ações
Notícia: Ensino das letras