O que deu na mídia (edição 106)

Leia aqui as principais notícias sobre responsabilidade social e Terceiro Setor

Empresas falham nos direitos humanos – “Valor Econômico” – 19/10/2010

“No Brasil, os direitos humanos ainda não são prioridade para as empresas. O assunto recebe menos atenção do que ações nas áreas social e ambiental. A percepção de que é preciso “olhar para dentro” como complemento das iniciativas de sustentabilidade foi um dos temas discutidos no seminário “Direitos Humanos nas Empresas”, realizado ontem na BM&FBovespa. No evento, organizado pela entidade em parceria com o Instituto Norberto Bobbio, foram apresentados os resultados de uma pesquisa realizada com mais de 800 funcionários de empresas de médio e grande porte”.

Plano quinquenal prevê mais eficiência energética – “Valor Econômico” – 19/10/2010

“O novo plano quinquenal chinês, que delineia o rumo do país a partir do ano que vem, assinala uma nova tentativa de impulsionar a eficiência energética e mudar o panorama poluidor da economia da China. O governo se comprometeu a reduzir a intensidade de energia consumida por unidade de produção em 17,3%. O corte de intensidade de energia tem sido criticado como um substituto insuficiente para a limitação de emissões de gases que causam o efeito-estufa, mas é a política adotada pelo maior consumidor energético do mundo”.

Dinamarca quer ser verde via imposto – “Folha de S. Paulo” – 18/10/2010

“Para especialista, esse modelo não funcionaria no Brasil porque os mais pobres não teriam como pagar contas mais altas. O fracasso das negociações para um acordo global do clima, que passaram no ano passado pela Dinamarca, não foram suficientes para que o país desistisse de ser líder mundial em ideias verdes. Nem que isso seja feito com base em altos impostos.”

País tem vasto plano de metas com promessas ambientais – “Folha de S. Paulo” – 18/10/2010

“Nem sempre a Dinamarca foi verde. O país teve de encontrar formas alternativas de energia durante a crise do petróleo, na década de 1970. “Paramos de receber combustíveis fósseis e tivemos de buscar soluções”, explica Olesen, do Consórcio Climático da Dinamarca. O foco recente do país, que hoje tem autonomia energética e várias metas ambientais, é a produção eólica. Hoje, a força do vento movimenta cerca de 20% do total energético do país- a maior participação desse tipo de energia no mundo”.

Apesar do vento, só 1% da energia brasileira é eólica – “Folha de S. Paulo” – 18/10/2010

“Enquanto o Brasil fala em explorar combustível fóssil do pré-sal, a Dinamarca está focada em energias renováveis. E apesar do país escandinavo não ser muito rico em vento, a energia eólica é um foco. “Há 400 anos já se usava turbinas- os famosos moinhos de vento- para se produzir energia”, diz Hans Sorensen, especialista em energia eólica. As turbinas, diz, tiveram um avanço significativo e hoje produzem menos ruído do que “o encontrado em um escritório”.

Europa ajudará Estado do Rio a adotar modelo de gestão e reciclagem do lixo – “O Globo” -17/10/2010

“O Rio de Janeiro entrou na agenda mundial da economia verde e caminha para a adoção de um modelo de gestão de resíduos baseado na experiência bemsucedida de mais de 20 anos da Europa. Durante o 5oSeminário do ProEurope (Organização Europeia de Recuperação de Embalagens), que terminou no último dia 8, em Bruxelas, autoridades europeias expuseram a dirigentes de órgãos ambientais fluminenses o interesse em ajudar o estado na implementação do projeto que engloba empresas de reciclagem de embalagens em 30 países da Europa, mais o Canadá”.

A teia social de Eli – “Época” – 16/10/2010

“No galpão atrás da Igreja de Santana, no centro do Rio de Janeiro, trabalham 80 mulheres de 23 comunidades da região metropolitana. A história delas tem em comum pobreza, sofrimento e dramas familiares, em geral as três coisas. Nas mesas espalhadas pelo galpão, elas trabalham com cola, tesoura, cartolina, tecidos e outros materiais. Uma corta, a outra dobra e uma terceira costura. “Lembrem: menos é mais”, diz a artista plástica Eli Tosta ao microfone, o único jeito de ser ouvida no meio de tanta gente. Ali acontece uma oficina de artesanato ministrada pela artista, dona do Ateliê Brasil. A empresa, pioneira em fazer o meio de campo entre o Terceiro Setor e o mercado, ajuda na geração de negócios sustentáveis para comunidades tradicionais de todo o país. Eli prepara e articula grupos de artesãos para confeccionarem os produtos comercializados por sua empresa”.

Candidatos enfatizam o verde – “Correio Braziliense” – 14/10/2010

“Os dois aspirantes ao comando do GDF levantam a bandeira da preservação ambiental, principalmente no que diz respeito à ocupação territorial e ao cuidado com áreas estratégicas da cidade. Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC) não deixam de lado a necessidade de regularização fundiária, mas prometem estabelecer uma série de critérios que passariam a ser adotados a partir de uma nova gestão, garantindo a implantação de governos ecologicamente corretos”.

Agenda ambiental preocupa empresários – “Valor Econômico” – 13/10/2010

“Nos últimos dez dias, PT e PSDB se pintaram de verde e foram atrás do apoio de Marina Silva. A fatura dos quase 20 milhões de votos da candidata presidencial do PV chegou na sexta-feira, na forma de propostas claras aos candidatos ao segundo turno da campanha presidencial, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Ali não há reticências no capítulo ambiental: pede-se, por exemplo, o fim dos leilões de energia para térmicas a diesel ou carvão mineral, moratória às novas usinas nucleares não autorizadas pelo Congresso e veto à proposta de alteração do Código Florestal que anistie quem desmatou. Vinte empresários de diversos setores ouvidos pelo Valor concordam na análise da herança das urnas do primeiro turno: qualquer que seja o próximo presidente da República, a agenda ambiental subiu um degrau na lista de prioridades do governo”.

Belo Monte descumpre regras ambientais, diz Procuradoria – “Folha de S. Paulo” – 08/10/2010

“Governo afirma não ver problemas em começar obras de acesso ao canteiro antes de conseguir a permissão. As condicionantes ambientais e indígenas para a construção da usina de Belo Monte não estão sendo cumpridas, afirma o Ministério Público Federal do Pará. Isso pode impedir a instalação da mega-hidrelétrica”.

Na 10ª edição, Prêmio Ethos Valor destaca trabalhos sobre corrupção e finanças – “Valor Econômico” – 07/10/2010

“Os temas da responsabilidade social e da sustentabilidade são hoje objeto de estudo em diferentes áreas da universidade. Trabalhos abrangendo a análise da corrupção entre motoristas de transportadoras, o risco socioambiental no sistema financeiro, passando por sistemas para construção civil sustentável, e até mesmo o funcionamento de restaurantes de acordo com as boas práticas, estiveram no conjunto de 283 projetos que concorreram este ano à 10ª e última edição do Prêmio Ethos Valor, concurso sobre responsabilidade social e sustentabilidade destinado a universitários e promovido em parceria pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e Valor Econômico”.

Questão ambiental ganha força por apoio de Marina – “O Estado de S. Paulo” – 06/10/2010

“A preocupação com a questão ambiental foi, durante todo o primeiro turno, o eixo dos pronunciamentos e propostas da candidata Marina Silva, do PV. Mas passou quase em branco nas campanhas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Agora, quando os dois correm atrás dos votos do eleitorado de Marina, o tema vai subir de status. Entre os eleitores verdes, uma das preocupações é verificar qual dos dois candidatos tem propostas mais próximas das que foram apresentadas por Marina. Diferentemente da ex-seringueira e ex-ministra do Meio Ambiente, nem Dilma nem Serra têm histórico de militância na área ambiental”.

Para especialistas, Marina Silva deixa disputa com futuro promissor – “Exame” – 03/10/2010

“A candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, confirmou as expectativas reveladas nas pesquisas eleitorais. Longe de ser um retrocesso na história política da candidata, seu desempenho (ela teve X% dos votos válidos) dá origem a perspectivas otimistas. Segundo a cientista política Vera Chaia, da PUC-SP, Marina tem a possibilidade de usar os próximos anos para crescer e voltar às próximas eleições “com traquejo” e chances de ser eleita”.




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