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Luís Testa, gerente de Marketing e Vendas da Vagas Tecnologia

Luís Testa, gerente de Marketing e Vendas da Vagas Tecnologia

Estudo registra alta no número de vagas para pessoas com deficiência superior a 80%

Pesquisa realizada pelo site de carreira vagas.com.br mostra que as oportunidades de trabalho para pessoas com deficiência estão em alta no país. De acordo com o estudo, foram abertos mais de 20 mil postos de trabalho para esse público até outubro deste ano, o que representa um aumento de 86% em relação aos dez primeiros meses de 2010.

O estudo foi feito com base nas informações divulgadas por aproximadamente 1,5 mil empresas que contam com a tecnologia ofertada pelo portal. Para se ter uma ideia, dos 55 milhões de currículos cadastrados no site, 25 mil são de candidatos com algum tipo de deficiência. Vale destacar, que 34,3% dos profissionais com deficiência têm ensino médio completo.

Na avaliação do gerente de Marketing e Vendas da Vagas Tecnologia, Luís Testa, o bom desempenho é resultado de políticas públicas voltadas para o setor como a Lei de Cotas para Deficientes (Lei nº. 8213/91) somada a uma nova cultura empresarial, apoiada na inclusão social. “Há empresas onde a diversidade é vista como um fator importante na área de gestão de pessoas, ou seja, equipes formadas por pessoas com diferentes visões e experiências ajudam a construir uma empresa mais sólida e completa”, destaca.

Segundo o levantamento, do total cadastrado no site 12,5 mil têm algum tipo de deficiência física. Os deficientes auditivos representam 21,7% da amostra (5,4 mil). No caso dos deficientes visuais, estão identificadas quatro mil pessoas com essa característica, ou 17% do todo. As pessoas com deficiências mentais somam 2,1 mil (8,5%) e 694 têm deficiência relacionada à fala (2,8%).

Também de acordo com o estudo, a faixa etária mais marcante é dos profissionais com idades entre 26 e 30 anos, representados por 25% do total. Os trabalhadores de 20 a 25 anos e de 31 a 35 anos somam 20% da amostra, cada. Os profissionais de 36 a 40 anos somam 13%. Os de 41 a 45 anos são 8% e os de 46 a 50, 6%. Com mais de 50 anos, aparecem apenas 5% de profissionais e de 14 a 19 anos, 2%.

O grau de escolaridade também é bem diversificado. Os que ainda estão cursando o ensino médio somam 31,4%. Os que estão com a graduação em andamento respondem por 21,5%. Os profissionais com superior representam 6,2%. Há ainda 5,8% de profissionais com ensino fundamental concluído e apenas 0,9% frequentando algum curso de pós-graduação, mestrado ou doutorado.

De acordo com Testa, as oportunidades de trabalho para esses cidadãos devem continuar em alto nos próximos anos e, portanto, é preciso investir cada vez mais em qualificação. “Existe uma grande diferença entre o nível de escolaridade dos profissionais com deficiência com o mercado de trabalho como um todo. Enquanto 36% dos candidatos vagas.com.br possuem pelo menos curso superior completo, menos de 7% das pessoas com deficiência apresentam este nível de escolaridade”, pondera Testa.

Ele também lembra que as empresas precisam estar preparadas para receber esses profissionais conscientizar a equipe de colaboradores para recebê-los e incluí-los como membros de suas equipes da maneira mais natural possível, sem preconceitos ou atenção demasiada. “Como regra, são profissionais que desejam ser vistos como qualquer outro, segundo suas competências e qualidades, e não em função de suas deficiências”, conclui.


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