Livro revela espécies vegetais raras encontradas em montanhas da Amazônia

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O livro “Expedições às Montanhas da Amazônia”, lançado nesta terça-feira, relata as descobertas de pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro em viagens a montanhas da Floresta Amazônica brasileira. Em 50 dias de expedições, foram coletadas mais de 4.000 espécimes para pesquisa, algumas ainda desconhecidas. O projeto foi patrocinado pela multinacional brasileira Natura.

Com coordenação do pesquisador Marcus Nadruz Coelho, o trabalho foi desenvolvido a partir de cinco jornadas – realizadas entre 2011 e 2014 – a quatro montanhas do extremo norte da Amazônia: Serra do Aracá e Pico da Neblina, no Amazonas, e Serra Grande e Monte Caburaí, em Roraima.

A iniciativa, repleta de riscos e desafios, devido à dificuldade de acesso aos locais de coleta, contou com a participação de outros quatro pesquisadores do Jardim Botânico: Gustavo Martinelli, Rafaela Campostrini Forzza, Denise Pinheiro da Costa e Miguel Avila Moraes, além do fotógrafo Ricardo Azoury, responsável pelas ilustrações do livro, e de uma equipe de apoio local. A publicação traz as novas espécies identificadas, conta a história da flora local e relata o trabalho dos personagens envolvidos nessa jornada, com muitas fotografias da maior floresta tropical do mundo.

De acordo com o coordenador Marcus Nadruz, o trabalho na Amazônia resultou na coleta de importantes registros que têm gerado diversos artigos científicos. Para a realização do projeto, os pesquisadores enfrentaram uma logística complicada, que envolveu avião, barco, micro-ônibus, “voadeira” e helicóptero. Tudo isso com o objetivo de conhecer, estudar e catalogar espécies da biodiversidade local, cujos registros eram, até então, raros ou inexistentes.  As expedições também originaram o documentário “Montanhas da Amazônia – em busca da flora desconhecida”, com DVD lançado em junho de 2015.

“O projeto apoiado pela Natura busca ampliar o conhecimento dos pesquisadores sobre a flora das montanhas da Amazônia, o que é essencial para a conservação das espécies”, diz Gerson Pinto, vice-presidente de inovação da Natura. A empresa de cosméticos atua desde 2000 em parceria com comunidades ribeirinhas da Amazônia para promover o manejo sustentável de espécies locais, algumas utilizadas como matéria-prima de seus produtos.




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