DF inicia coleta seletiva

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A meta é aumentar de 3% para 15% o volume do material destinado à reciclagem diariamente

O Distrito Federal iniciou na segunda quinzena de fevereiro a coleta seletiva em todas as regiões administrativas. A ação abrangerá as áreas urbanas e rurais e objetiva elevar o volume de material destinado à reciclagem para 405 toneladas/dia, o que representa 15% do total. Atualmente, apenas 81 toneladas – 3% das 2,7 mil toneladas/dia têm esse destino.

“Curitiba, que foi pioneira nesse processo no Brasil, consegue chegar a 21%, portanto, sabemos que é um grande desafio. Mas contamos com a conscientização da nossa população, que é parte fundamental nesse processo”, disse o governador Agnelo Queiroz, no lançamento da iniciativa. Segundo o vice-governador, Tadeu Filippelli, a medida “é uma ação fundamental para a mudança da política de meio ambiente no DF”. Pesquisa do Ministério do Meio Ambiente, divulgada no final de 2013, revela que 83% dos moradores do DF aprovam a coleta seletiva em todas as cidades.

Ainda segundo o governo local, a iniciativa é o primeiro passo para o fechamento definitivo do Lixão da Estrutural. Para tanto, também prevê a construção do primeiro aterro sanitário do DF, e a construção dos centros de triagem. O diretor geral do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Gastão Ramos, garante que as obras já estão em andamento.

“Com essa iniciativa, teremos um local digno para trabalhar e cuidar dessa riqueza, que é o lixo, onde centenas de famílias tiram o seu sustento”, comemora a coordenadora da Associação Recicla a Vida, Mônica Mendes. Ainda de acordo com ela, os catadores eram discriminados pela sociedade e agora estão sendo reconhecidos pelo governo, que entregará 100% do lixo seco para as cooperativas.

Logística

Para que o projeto seja colocado em prática, o SLU dividiu o DF em quatro lotes, que serão atendidos pelas empresas CGC, Valor Ambiental e Quebec. O contrato terá validade de cinco anos. As empresas serão responsáveis pela coleta, transporte e descarga de resíduos recicláveis, que serão 100% destinados às 32 cooperativas cadastradas no órgão.

“O volume da coleta será distribuído entre as cooperativas de acordo com o número de pessoas que trabalham em cada uma, pois não seria justa uma divisão igualitária. Já a negociação com a indústria da reciclagem será feita diretamente pelos grupos de catadores”, explicou Ramos.

Os caminhões responsáveis pela coleta seletiva passarão em dias e horários específicos, em cronograma disponível no site do SLU e também nesse link. Já a coleta convencional, realizada diariamente, não sofrerá nenhuma alteração de horário e itinerário. “O único trabalho que a população terá é o de separar o lixo seco do orgânico. Quero que a coleta seletiva no DF seja referência como é a faixa de pedestre”, destacou Ramos.

O órgão recomenda ainda cuidado ao descartar vidros. A orientação é embalar o material em papelão ou jornal, para facilitar o manuseio e evitar acidentes. Após esse trabalho, o cidadão deve guardar o lixo seco em casa até a chegada do caminhão.

O SLU explica também que o óleo de cozinha não deve ser descartado no lixo convencional e nem ser jogado em pias ou privadas por causar entupimentos na rede de esgoto e ser prejudicial ao meio ambiente. O morador deve armazenar o material em recipientes de plástico e entregar em um dos 14 Pontos de Entrega Voluntária da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), previstos para serem inaugurados ainda neste mês.

Os resíduos eletrônicos, como pilhas, computadores e baterias, também devem ter uma destinação diferente. Todos esses materiais podem ser entregues em um dos 13 Núcleos de Limpeza do SLU (endereços no site do órgão) ou nos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), que serão implantados em locais de grande circulação como rodoviária, aeroporto e shoppings. Grandes redes de supermercados também dispõem de locais para descarte.




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