Consumo consciente (2004/11)

Logo da cartilha do IDEC

Logo da cartilha do IDEC

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) lançou recentemente o “Guia de Responsabilidade Social para o Consumidor”. Com dicas simples, o IDEC mostra como é possível (e necessário) ser consumidor e cidadão ao mesmo tempo

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) lançou recentemente o “Guia de Responsabilidade Social para o Consumidor”. Com dicas simples, o IDEC mostra como é possível (e necessário) ser consumidor e cidadão ao mesmo tempo. A cartilha – disponível pelo site http://www.idec.org.br/arquivos/guia_RSE.pdf – faz parte de um projeto maior, desenvolvido com o apoio da Fundação Avina, intitulad “O consumidor e a responsabilidade social corporativa”.

Além de instruções, o documento traz um histórico da própria prática da cidadania no contexto capitalista. De acordo com o texto, o movimento de consumidores surgiu no final do século XIX, coma Liga de Consumidores de Nova York, nos Estados Unidos. Na época, a preocupação central era com o tratamento dispensado aos trabalhadores pelas empresas onde eles trabalhavam. Condições laborativas subumana já eram execradas.

A Liga norte-americana ficou conhecida, inclusive, por publicar as “listas brancas”, relações produtos fabricados por empresas que respeitavam o trabalhador e cumpriam normas de segurança. Com o tempo, temas como direitos, sociais, humanos e ambientais passaram a fazer parte das listas de exigências. Atualmente, a cobrança do consumidor define cada vez mais a forma como a empresa encara a sua própria responsabilidade social.

“Já avançamos muito, mas todo esse movimento ainda é muito prejudicado pela indisposição de algumas empresas em disponibilizar informações sobre sua atuação. O direito do consumidor a informações ainda não é totalmente respeitado”, avalia Lisa Gunn, técnica de consumo sustentável do IDEC. Para ela, as multinacionais lideram hoje o grupo de corporações que se empenham em destacar não só seus produtos, mas suas ações em prol e na sociedade, por meio, inclusive, de balanços sociais.

Confira, agora, as principais dicas contidas na cartilha elaborada pelo IDEC. De acordo com o instituto, para consumir de forma responsável, é preciso:

  • Refletir sobre seus hábitos de consumo, reduzir quando possível, não desperdiçar e dar destinação correta ao resíduo ou ao produto pós-consumo;
  • Escolher marcas de empresas reconhecidas por suas práticas responsáveis e éticas;
  • Obter informações, por meio da mídia e das associações sociais, sobre os impactos sociais e ambientais da produção, do consumo e do pós-consumo de produtos e serviços;
  • Entrar em contato com o SAC das empresas por telefone ou por escrito para questionar sobre os impactos e pressionar pela adoção de práticas sustentáveis de produção e pós-consumo;
  • Procurar saber se a empresa tem um balanço social e solicitar informações a respeito;
  • Boicotar marcas de empresas envolvidas em casos de desrespeito à legislação trabalhista, ambiental e de consumo. Por exemplo, consulte a lista de reclamações fundamentadas do Procon, a fim de saber como determinada empresa se comporta em relação ao consumidor;
  • Participar e apoiar associações de consumidores;
  • Denunciar práticas contra o meio ambiente, contra as relações de consumo e de exploração do trabalho infantil às autoridades competentes.

Balanço Social do IBASE:  www.balancosocial.org.br e IDEC: www.idec.org.br

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