Consumidor consciente

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A edição de 2011 da pesquisa “Monitor de Responsabilidade Social Corporativa”, realizada pelo instituto de pesquisa de mercado e opinião, Market Analysis, revelou que 69% dos consumidores acreditam que podem influenciar as empresas para que atuem de forma responsável.

Segundo o estudo, divulgado neste mês, 34% dos 805 entrevistas concordam totalmente com essa afirmação e outros 35% concordam de forma parcial. Apenas 9% acham que não conseguem intervir no comportamento das empresas. A pesquisa ouviu adultos de 18 a 69 anos, de nove capitais do país.

O estudo revelou, ainda, que para 90% dos consumidores brasileiros, as empresas devem ter muita responsabilidade em garantir que seus produtos e operações não sejam prejudiciais ao meio ambiente. Cerca de 89% esperam que as empresas tenham total ou muita responsabilidade em assegurar que todos os materiais usados na fabricação de seus produtos sejam produzidos de maneira social e ambientalmente responsável.

Setenta e cinco por cento dos respondentes concordam com a afirmativa que os produtos sociais e ambientalmente responsáveis têm mais qualidade do que os comuns, ante 22% que discordam desse conceito. Vale destacar, ainda, que 61% dos consumidores, geralmente aceitam pagar a mais por esses produtos.

Além de esperarem por um comportamento responsável das empresas, o consumidor brasileiro também dá sinais de mudança comportamental. Mais da metade, 59% dos consumidores concordam com a seguinte afirmação: “eu só compro produtos e serviços de empresas éticas e responsáveis”. Para 37%, esses critérios ainda não decidem a compra.

O consumidor brasileiro também realiza algumas ações para reduzir seu impacto no meio ambiente. Setenta e dois por cento dos entrevistados afirmaram que, sempre que possível, buscam compartilhar algum produto ao invés de comprar algum novo produto somente para si e 54% disseram que com frequência escolhem deixar de comprar alguns produtos.

Ranking social

O estudo também traz o ranking das empresas mais citadas pelo consumidor entre as melhores e piores quando o assunto é suas ações em responsabilidade socioambiental. Desde a primeira edição do estudo, em 2001, a Petrobras mantém a liderança e na segunda posição neste ano assume a Coca-Cola no lugar no Banco do Brasil. A Natura passa da sexta posição para a terceira, assim como a Nestlé que passa da sétima para o quarto lugar.

De acordo com o diretor da instituição, Fabián Echegaray, “os brasileiros saíram do ano pós-crise econômica apreciando menos o trabalho socioambiental dos grandes grupos bancários como Bradesco, Banco do Brasil e Itaú e criticando a atuação das operadoras de telefonia de forma homogênea. Quem mais se beneficiou foi a Natura que, associada à candidatura do seu presidente junto a Marina Silva, ganhou uma visibilidade e prestígio na opinião dos consumidores como nunca antes”.

Entretanto, a Petrobras também lidera no ranking das piores, seguida pela Oi, Grupo Pão de Açúcar, Ambev e a Itambé. A empresa de telefonia Claro, que não entrou na lista da piores em 2010, passou a fazer parte do grupo neste ano, com 0,7% de votos. Saíram do ranking das piores instituições neste ano as empresas: Unilever, Casa&Vídeo, Souza Cruz e Mannesmann.

O estudo ouviu cidadãos das cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Goiânia (GO) e Brasília (DF). As entrevistas foram face a face no domicílio do entrevistado entre dezembro de 2010 a janeiro de 2011 e tem uma margem de erro de 3,4% para mais ou para menos.