Cientistas de vários países debaterão no Rio a sustentabilidade global

Pesquisadores e cientistas de todo mundo estarão reunidos entre os dias 25 e 27 deste mês, no Rio de Janeiro, para debater temas como a desigualdade, barreira para a sustentabilidade global e o uso da ciência para lidar com os recursos naturais. Em sua sexta edição, o Fórum Mundial de Ciência (WSF, na sigla em inglês) ocorrerá, pela primeira vez, no país. Ao todo, o evento deve reunir 600 líderes mundiais de mais de 120 países e terá como foco “Ciência para o desenvolvimento sustentável global”.

Para o presidente do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), Mariano Laplane, a realização do evento neste mês é o reconhecimento internacional da qualidade da ciência brasileira. “É um momento de reflexão do papel da ciência no desenvolvimento sustentável do mundo. Além disso, ao ocorrer no país, mostra que o cientista brasileiro tem a dizer e também a acrescentar à ciência mundial”, disse. O CGEE é uma das 12 instituições que organizam o Fórum.

O evento foi construído a partir de sete encontros preparatórios em capitais brasileiras: São Paulo, Belo Horizonte, Manaus, Salvador, Recife, Porto Alegre e Distrito Federal. Nas reuniões foram discutidos temas de interesse regional e os relacionados aos principais desafios da ciência no século 21, nos contextos nacional e internacional, para serem levados ao Fórum.

“A expectativa é que o fórum seja o ponto alto da ciência brasileira. O setor entrou para o radar da população. O debate é permanente e é assim que a ciência avança, pois vai gerar impactos diretos em temas como mudanças climáticas e segurança”, ressaltou Laplane.

Na semana anterior ao fórum ocorrerá o Seminário Brasil – Ciência, Desenvolvimento e Sustentabilidade, nos dias 21 e 22. O objetivo é promover, em âmbito nacional, uma discussão sobre o tema. Na reunião prévia, será apresentada a Declaração da América Latina e do Caribe para o WSF 2013, que apresenta um plano estratégico regional para a resolução de problemas comuns para as próximas décadas.

(Agência Brasil)




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