Tonico Pereira

Depois da formação da Vivo Celular – uma das maiores empresas de telefonia da América Latina – as telefônicas envolvidas na fusão passam a concentrar suas atividades de Responsabilidade Social no Instituto Brasil Digital, dirigido por Tonico Pereira, Diretor Executivo do Instituto. Em entrevista ao RESPONSABILIDADESOCIAL.COM, Tonico explica como tem acontecido este processo de reestruturação, bem como comenta sobre os projetos futuros desta grande companhia. Confira a seguir:

1) Responsabilidade Social – Qual a proposta de atuação da VIVO Celular na área de Responsabilidade Social?
Tonico Pereira –
A proposta é contribuir para o desenvolvimento humano e social, desenvolvendo e apoiando projetos nas áreas de educação, saúde, cultura, meio ambiente, esporte e voluntariado. Esses projetos contam não só com apoio financeiro da Vivo, mas também com serviços e tecnologia relacionados ao foco dos negócios da operadora, com o objetivo de impulsionar a infoinclusão – inclusão social por meio do acesso à informação e à tecnologia.

2) RS – Quais são os projetos desenvolvidos pela empresa neste sentido?
TP –
Entre os projetos que estão sendo tocados em 2003, destacam-se os Telecentro, a Estação Luz da Nossa Língua e o Novo Glicério. Em parceria com a Prefeitura Municipal de São Paulo, a Vivo está construindo os Telecentros da Penha, do Campo Limpo e do Largo do Arouche, que vão abrigar 20 computadores, cada um, com acesso livre à população. Já no projeto Estação Luz da Nossa Língua, a Vivo é parceira da Fundação Roberto Marinho, do governo do Estado de São Paulo e de várias empresas na revitalização do prédio histórico da Estação da Luz, que será transformado num centro de referência da Língua Portuguesa. E no bairro Glicério, em São Paulo, a Vivo vai construir um complexo poli-esportivo para beneficiar crianças e adolescentes assistidos pela ONG Novo Glicério. Como você pode ver, a Vivo está ao lado do poder público e da sociedade civil nessas iniciativas, lembrando sempre que pode aplicar sua tecnologia em prol do desenvolvimento dos cidadãos. Além dos Telecentros, que já têm a infloinclusão como um pré-requisito, a Vivo implantará na Estação da Luz e no complexo do Glicério focos de inclusão digital, doando tecnologia e capital humano (colaboradores voluntários) para criação de oficinas de informática.

3) RS – Com a mudança estrutural de várias empresas para formar a VIVO Celular, ocorre alguma modificação ou incremento nos investimentos em responsabilidade social?
TP –
As empresas que formam a Vivo agora estão unindo esforços para fortalecer as ações desenvolvidas regionalmente. Como tudo ainda é muito recente, o que podemos dizer no momento é que as ações de responsabilidade social continuam fazendo parte do planejamento estratégico da Vivo. Elas serão conduzidas respeitando os valores da empresa (Ética, Humanização, Inovação, Qualidade, Desenvolvimento Humano, Integração e Confiança) e em benefício de todas as partes interessadas (Sociedade, Governo, Comunidade, Colaboradores, Clientes, Fornecedores e Acionistas).

4) RS – Quantas pessoas foram contempladas pelas ações sociais da empresa em 2002?
TP –
No momento, não temos como mencionar o total de pessoas atendidas, pois aconteceram várias ações por todo o país, quando as empresas que hoje formam a Vivo ainda atuavam de forma independente. Em algumas iniciativas, esse número não pôde ser mensurado com exatidão, apenas previsto. Nas três novas unidades dos Telecentros, por exemplo, a expectativa é atender mais de 100 mil pessoas por ano.

5) RS – Quanto (em R$) a empresa investe em ações sociais?
TP –
Em 2002, foram investidos 3 milhões de reais. Para 2003, ainda não podemos fazer uma previsão.

6) RS – Como funcionam as alianças da VIVO Celular com instituições como o Instituto Ayrton Senna e o Instituto Ronald McDonald?
TP –
A empresa atua diretamente nas parcerias por meio do Instituto Brasil Digital, organização não governamental criada pela antiga Telesp Celular, que agora faz parte da Vivo. Nas parcerias, cada parte envolvida usa sua especialidade para executar os projetos de responsabilidade social.

7) RS – Quais as áreas de atuação no terceiro setor que são mais trabalhadas pelas empresas de telefonia?
TP –
A VIVO desenvolve e apóia projetos em diversas áreas – educação, cultura, saúde, meio ambiente, esporte e voluntariado. Em 2003, a educação está em destaque nos projetos Telecentros, Estação Luz da Nossa Língua e Novo Glicério.

8) RS – Como o senhor avalia a atuação do Terceiro Setor no Brasil? Que iniciativas podem ser tomadas para otimizar os resultados nesse setor?
TP –
Grandes ações estão sendo realizadas, mas vejo que o Terceiro Setor precisa se organizar melhor e criar ferramentas de avaliação de resultados.

9) RS – O que o senhor entende por Responsabilidade Social?
TP –
Prefiro chamá-la de Responsabilidade Corporativa e identificá-la como uma atitude ética praticada no dia-a-dia das empresas, respeitando os valores universais, o meio ambiente, e resgatando a dívida social.


Site: www.vivo.com.br

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