Rodrigo Alvarez

Rodrigo Alvarez

Rodrigo Alvarez é Coordenador de Desenvolvimento Institucional do Comitê para Democratização da Informática (CDI) – um dos mais importantes projetos, senão o mais importante do país, que levam o conhecimento da informática e da Internet a comunidades carentes de todas as regiões do Brasil. Em entrevista à revista RESPONSABILIDADESOCIAL.COM, Rodrigo comenta os resultados obtidos pela CDI ao longo dos anos, e sobre os projetos futuros da instituição. Otimista, ele acredita que o Terceiro Setor está num de seus melhores momentos: “Avalio que a atuação do Terceiro Setor tenha crescido tanto em termos de legitimidade quanto em profissionalização”. Ele diz estar positivo, também, sobre a atuação do novo governo em ações sociais: “A temática social sempre foi uma forte bandeira do PT e certamente o novo governo promoverá ações com objetivo de deixar uma marca importante pra história do Brasil na área social”. Conheça, abaixo, as impressões de Rodrigo Alvarez:

Augusto de Franco

Augusto de Franco é um homem de opiniões fortes: “A responsabilidade social não deve ser colocada apenas como um apelo às empresas; não pode ser vista principalmente como uma nova face da filantropia stricto sensu; e não pode ser ‘vendida’ somente como um bom negócio em termos de marketing social. Responsabilidade social é, principalmente e antes de tudo, responsabilidade das comunidades, do cidadão e de suas organizações”. Atualmente, é Coordenador Geral da Agência de Educação para o Desenvolvimento (AED) e Diretor-Executivo da Comunitas – Parcerias para o Desenvolvimento Solidário. Porém, mais do que isso, Augusto de Franco tem o conhecimento de longos anos dedicados a atuação no terceiro setor. Em 1978, já trabalhava nesta área, numa época em que nem ao menos existia o termo ONG. Mais recentemente, teve seu trabalho destacado ao trabalhar ativamente na idealização da Nova Lei do Terceiro Setor. Quando questionado sobre o trabalho de desenvolvimento sustentável e integrado, Augusto de Franco sentencia: “Tudo depende – muito mais do que, às vezes, imaginamos – de não reproduzir uma atuação política intervencionista, verticalista e centralizadora, pois é esse tipo de atuação que extermina o capital social”. Confira suas outras opiniões abaixo:

Milú Villela (2003/06)

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Ela é um dos nomes mais fortes, do Brasil e do mundo, em termos de conhecimento em voluntariado. Foi convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para representar o Brasil, no ano passado, durante a 57a sessão da Assembléia Geral da ONU. E não parou por aí: Milú foi escolhida para abrir a reunião, numa das raras vezes em que um membro da sociedade civil é convidado a participar de um encontro como este. O motivo de tanto prestígio? Milú Vilela mostrou a força do Brasil, em 2001 – “Ano Internacional do Voluntariado”, quando o número de voluntários no país pulou de 20 milhões para 30 milhões. Na entrevista à RESPONSABILIDADESOCIAL.COM, Milú explica como começou sua paixão pelo tema, e fala, também, sobre as perspectivas do crescimento da participação da comunidade em ações sociais. Confira seus pensamentos e idéias na entrevista abaixo:

Olívia Rauter

Olívia Rauter, Diretora-presidente do Voluntários Candangos

A pedagoga Olívia Volker Rauter pode ser considerada a típica voluntária nata. Desde muito nova, sempre esteve envolvida em atividades impulsionada pela personalidade inquieta e sociável. Em 1980, ela inscreveu as duas filhas no movimento dos escoteiros e daí para o envolvimento na área de voluntariado foi um pulo. Rapidamente, estava coordenando várias atividades na área – trabalhou com escoteiros, desenvolveu projetos na associação de moradores do bairro onde morava, foi voluntária no Zoológico de Brasília e, por fim, fundou o centro Voluntários Candangos com amigos, em 1997. O projeto surgiu estimulado por uma ação do Comunidade Solidária, que naquele ano estava implantando 10 centros nos mesmos moldes em diferentes estados brasileiros. A idéia era criar um espaço, onde voluntários são cadastrados e encaminhados para instituições credenciadas pelo centro. Hoje, o Voluntários Candangos vai além desse objetivo ao desenvolver ações próprias de cidadania e luta pela consolidação e auto-sustentabilidade deste ideal. “O nosso papel é unir as pessoas e fazer uma articulação para que as coisas aconteçam”, define Olívia, diretora-presidente da instituição. Confira, a seguir, a entrevista:

Clara Brandão

A nutróloga Clara Brandão, Coordenadora de Orientação Alimentar da Secretaria de Políticas de Saúde do Ministério da Saúde, trabalha há 30 anos na busca de uma infância brasileira menos desnutrida e subnutrida. Inventora da multimistura – uma farinha composta por farelo de arroz, pó de folhas verdes, de sementes e casca de ovo –, Clara é responsável pela recuperação de inúmeras crianças de todas as regiões do país. Esse poderoso concentrado de minerais e vitaminas é hoje utilizado nas mais de 20 mil comunidades atendidas pela Pastoral da Criança, que ensina famílias a enriquecerem a alimentação diária por meio da adição da farinha de multimistura. Em entrevista concedida ao RESPONSABILIDADESOCIAL.COM, Clara comenta os erros nas estratégias que hoje são usadas para combater a fome, propõem novos pontos de vista e mostra como o empresariado brasileiro pode contribuir para melhorar a situação nutricional do país e, ainda, aumentar seus lucros. Confira:

Ilda Peliz (2003/05)

Ilda Peliz, presidente da ABRACE

À frente da Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace), Ilda Peliz, uma mineira de 51 anos, narra um pouco de sua trajetória como presidente dessa instituição. O grande estímulo que levou Ilda a empunhar a bandeira dessa causa foi a morte da filha Rebeca, em 1995, vítima do câncer. Hoje, Ilda supera a dor da perda por meio do trabalho que desenvolve junto às mais de três mil crianças que já receberam tratamento na Abrace e da presença do marido e de seus outros dois filhos. Na entrevista ao RESPONSABILIDADESOCIAL.COM, ela comenta sobre a importância do voluntariado, a situação do Terceiro Setor no Brasil e o relacionamento da Abrace com a rede de lanchonetes McDonald´s.

Helena Bomeny

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Autora do livro Empresários e Educação no Brasil – um projeto financiado pela Fundação Ford – a pesquisadora do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, na Fundação Getúlio Vargas, Helena Bomeny, comenta em entrevista ao RESPONSABILIDADESOCIAL.COM, as principais conclusões encontradas nesse levantamento sobre o investimento em educação realizado pelas empresas brasileiras. Atualmente, Bomeny também ocupa as funções de professora titular de sociologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e de coordenadora do Programa de Promoção da Reforma Educativa na América Latina e Caribe (PREAL). Por meio de sua vasta experiência na área educacional, Bomeny mostra em seus estudos porque o empresariado tem voltado seus recursos para melhorar a educação dos funcionários e, em alguns casos, da comunidade à sua volta. Também revela o panorama atual deste processo, bem como as formas mais comuns de investimento em educação praticadas dentro das empresas. Confira a entrevista:

João Cariello

João Cariello

Responsável pela gestão de um investimento que, apenas em 2002, foi superior aos R$ 120 milhões, o Diretor da Fundação Bradesco, João Cariello, fala ao RESPONSABILIDADESOCIAL.COM sobre o perfil da entidade e suas principais contribuições à sociedade brasileira. Também comenta sobre a difícil missão de desfazer o rótulo de “vilão”, atribuído às empresas do sistema financeiro, bem como tece algumas críticas às empresas que investem no social apenas com o intuito de criar uma boa oportunidade de marketing. “Ressalto a importância de que o investidor social tenha clareza do que deseja e do que realmente divulga em termos de ação e resultado, desenvolvendo um projeto que guarde vínculo com a sua cultura, sua origem e identidade, para que não tenhamos um desperdício de esforços e esvaziamento da prática da responsabilidade social, como um modismo”, provoca. Conheça melhor as visões de Cariello na entrevista abaixo:

Débora Diniz

A pesquisadora Débora Diniz

O extenso currículo da antropóloga Débora Diniz revela uma história de sucesso calcada numa profunda dedicação aos livros. Temas prediletos: feminismo e bioética – ambos os assuntos altamente inflamáveis e polêmicos. É preciso fôlego para ler em voz alta os cargos ocupados por Débora nos seus tenros 32 anos: é.