Michelle Fiuza

Arquivo pessoal/Divulgação. Maestrina Michelle Fiuza.

O Empório Cultural – Centro de Artes Integradas visa ser um expoente em produção artística por meio da integração de diversos tipos de arte em um único centro cultural de qualidade. Ambientado em um centro moderno especialmente criado para fomentar a integração das diversas linguagens artísticas, o Empório Cultural visa proporcionar aos alunos um novo contato com as artes. O Responsabilidade Social.com conversou com a diretora, Michelle Fiuza, a respeito da 1ª Maratona Cultural organizada pelo Empório no dia 1º de março na sede da escola, em Brasília. Ao preço simbólico de 1 kg de alimento não perecível, os participantes puderam fazer aulas de diversas modalidades e, ao mesmo tempo, ajudar as crianças do Instituto Vida Positiva, cujo objetivo é ajudar portadores do vírus do HIV/Aids a superar o preconceito e a discriminação, e contribuir para a estabilidade física e mental dos que vivem e convivem com a doença.

Responsabilidade Social – Como surgiu o Empório Cultural e quais são, hoje, suas principais diretrizes de trabalho?
Michelle Fiuza – Nós já tínhamos um curso de teatro musical, do qual eu era coordenadora a algum tempo, e tínhamos várias turmas dentro desse curso, sendo a principal e mais avançada o Teatro Musical de Brasília. Resolvemos ampliar e criar uma escola com espaço mais apropriado. O Empório Cultural volta-se para as artes e possui turmas isoladas de teatro, dança e música ou turmas que integram todas elas no curso de teatro musical, carro chefe da organização. Nossa proposta e diretriz é atender ao público de Brasília em toda essas áreas artísticas.

RS – Quais são as metas do Empório Cultural para 2015 e os principais desafios desse ano?
MF Nossa meta é se tornar um espaço mais conhecido, pois o Empório foi fundado em Agosto de 2014, então somos muito recentes. Queremos ter alunos em todas as áreas e, principalmente, no teatro musical, para que as pessoas possam conhecer mais dessa arte e difundi-la. Nosso desafio é continuar fazendo eventos para promover nosso espaço e, ao mesmo tempo, buscando ajudar pessoas que necessitam, como na Maratona Cultural para o Instituto Vida Positiva.

RS – Como surgiu a ideia de fazer uma Maratona Cultural em caráter beneficente?
MF A ideia surgiu com a união de nossas diretrizes: fazer mais pessoas conhecerem nosso espaço e ajudar ao próximo. Assim, promovemos um dia inteiro de diversas atividades gratuitas para que o público se divertisse conhecendo as aulas e os professores de ballet clássico, sapateado, street jazz, teatro musical, zumba, flamenco, artesanato, dança do ventre, entre outros. Em contrapartida, pedimos o preço simbólico de 1kg de alimento não perecível para doar ao Vida Positiva, instituição que já vinhamos ajudando através de nossos espetáculos. Neles, além de cobrar o ingresso, arrecadamos também alimentos para doação.

RS – Quais foram os resultados dessa iniciativa e os impactos causados por ela?
MF – Obtivemos mais de 315kg de alimentos e, além disso, houve uma boa quantidade de venda da famosa Farofinha Positiva da Vicky Tavares, diretora do Vida Positiva. Mais de 340 pessoas nos visitaram ao longo do dia, participando das atividades, e a proposta foi positiva em alcançar ambas as finalidades de divulgação e arrecadação.

RS – Vocês já participaram de outra iniciativa desse caráter, ou possuem uma política social institucionalizada?
MF – Buscamos sempre ajudar o Vida Positiva, pois conhecemos a realidade da organização e sabemos o quão sério é o trabalho. Já os ajudamos com uma certa frequência pois vemos que eles realmente precisam. Realizamos diversos espetáculos e apresentações em caráter beneficente, cobrando só alimentos ou ingresso e alimentos. Queremos continuar com essa proposta e realizar mais eventos como a Maratona Cultural.

RS – Na sua opinião, a arte e a cultura são valorizadas no Brasil?
MF – Sim, são valorizadas. Porém, como várias outras áreas, poderiam ser melhores reconhecidas de diversas maneiras: melhores salários, maios incentivo governamental, maior acessibilidade. Muitas pessoas, quando proporcionamos informações ou quando chegam até elas, optam por ir aos teatros e buscam valorizar essa arte. Com melhores condições financeiras, o público procura saber dos cursos e se informar cada vez mais. Entretanto, ainda pode aumentar sim, sendo acessível a um maior número de gente.

RS – Qual a sua avaliação sobre a relação das empresas brasileiras com as práticas socioambientais e trabalhos voluntários?
MF – Pelo número de órgãos privados e escolas que temos hoje em dia, a participação e envolvimento com a causa deveria ser muito maior. Se todos optassem por eventos ou arrecadação de alimentos para ajudar ao próximo seja utilizando seu espaço ou sua equipe de profissionais, viveríamos em um mundo melhor. Atualmente, as empresas parecem estar acordando para isso, então a expectativa é que sua participação aumente e as práticas se tornem mais comuns.

RS – Qual o seu entendimento do termo ‘responsabilidade social’?
MF – Acredito que a responsabilidade social seja válida para todas as pessoas, não apenas para empresários. Eu, enquanto mulher e empresária dona de um estabelecimento que é capaz de promover ações em prol da comunidade, penso ser nossa obrigação tentar o máximo possível ajudar a quem precisa com doações, espetáculos gratuitos, abrir nossas portas para oferecer atividades gratuitas… Responsabilidade social, no meu caso, é poder fazer de tudo para difundir a arte e a cultura para todo tipo de público.




Também nessa Edição nº: 187
Perfil: Vida Positiva
Artigo: O que os consumidores esperam de suas empresas
Notícia: O que deu na mídia (edição 187)
Notícia: Mais vozes importantes unem-se à campanha do ACNUR para erradicar a apatridia
Oferta de Trabalho: Oportunidades de trabalho