Márcia Hirota

1295-phpAJ4ez4

A Fundação SOS Mata Atlântica investiu R$ 39,9 mil num projeto que dará maior mobilidade à equipe. Trata-se de um contrato com a IPconnection, uma das principais integradoras de tecnologia da informação (TI). Pelo contrato e empresa montará um ambiente tecnológico que possibilitará a integração da equipe que trabalha a distância.

“Esse modelo permite inclusive que nossa equipe diminua suas emissões de carbono, evitando deslocamentos desnecessários”, destacou a diretora de Gestão do Conhecimento da ONG, Márcia Hirota. Em entrevista para o Responsabilidade Social.com ela detalha as principais ações da instituição que neste ano completa 25 anos de trabalho em prol da conservação da Mata Atlântica. Ela apresenta ainda os principais planos da entidade para o futuro e faz uma crítica ao texto do Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados. Acompanhe.

1) Responsabilidade Social – A organização não-governamental SOS Mata Atlântica anunciou uma parceria pioneira com o IPconnection, uma das principais integradoras de TI e Telecom. A senhora poderia detalhar qual o principal objetivo dessa cooperação e como ela foi desenhada?
Márcia Hirota
– Na verdade não se trata de uma parceria e sim de uma prestação de serviços da IP Connection para a Fundação SOS Mata Atlântica. Esse trabalho foi feito em nossa nova sede e incluiu todas as novas instalações de tecnologia e sistemas para integrar a equipe que trabalha a distância.

2) RS – Qual o valor investido e que tipo de ações estão previstas?
MH
– O valor é de R$ 39,9 mil. Ao dar mobilidade e melhores condições de trabalho para nossa equipe, esse trabalho contribui para que as atividades e os projetos de conservação da Mata Atlântica sejam realizados de forma mais eficiente, com rapidez e qualidade. Graças ao sistema instalado, todos os colaboradores têm acesso remoto à rede de arquivos.

3) RS – Na sua avaliação, qual o impacto de parcerias como essa na preservação do meio ambiente e qual o papel da tecnologia hoje nesse processo?
MH
– A tecnologia colabora para que nosso trabalho seja mais eficiente e que modelos alternativos de trabalho, como o home office, possam ser aplicados. Esse modelo permite inclusive que nossa equipe diminua suas emissões de carbono, evitando deslocamentos desnecessários.

4) RS – Como as práticas ambientais evoluíram no país nos últimos anos? É possível afirmar que a comunidade – governos, iniciativa privada, instituições do terceiro setor e população – está mais comprometida com essa causa?
MH
– Sem dúvida, todos os setores da sociedade estão mais comprometidos e mais atentos à causa ambiental. Ainda há muitos embates a serem vencidos, como a proteção da legislação ambiental, por meio de mecanismos como o Código Florestal, que no momento sofre grande ameaça no Congresso Nacional. Mas a população está cada vez mais atenta e assim precisa se manter, cobrando dos políticos ações de interesse de todos e não de grupos econômicos específicos.

5) RS – Qual a sua opinião sobre o texto do novo Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados? Houve avanços ou trata-se de um retrocesso?
MH
– É um tremendo retrocesso. Esperamos que o Senado e a presidente Dilma [presidente da República, Dilma Rousseff] freiem os pontos mais críticos do texto. Pesquisa realizada nesta semana pelo Datafolha mostra que a grande maioria da população também é contra o texto aprovado na Casa.

6) RS – A senhora poderia detalhar quais os principais projetos da SOS Mata Atlântica em curso e como evoluiu a atuação da instituição ao longo dos anos?
MH
– A SOS Mata Atlântica comemora 25 anos de existência em 2011. Ao longo destes anos, desenvolveu inúmeros projetos em áreas como monitoramento dos remanescentes florestais por meio de imagens de satélite, restauração florestal, campanhas, aprimoramento das políticas públicas, eventos de conscientização, educação ambiental, manejo de ecossistemas, incentivo à proteção de áreas públicas e privadas na Mata Atlântica e nos ambientes costeiros e marinhos.

7) RS – Quais as metas para o futuro?
MH
– Nossas principais metas são garantir a melhoria da legislação ambiental brasileira e envolver cada vez mais a população na luta pela conservação do seu patrimônio natural.

8) RS – Qual o seu entendimento do termo responsabilidade social?
MH
– Entendemos que a responsabilidade social é o conjunto de atividades e decisões de uma empresa ou instituição que tem como princípio o respeito aos direitos humanos, alcançando uma sociedade mais justa, ambientalmente e economicamente responsável.


SOS Mata Atlântica - Telefone: (11) 3262-4088

Também nessa Edição nº: 122
Perfil: Geová Calixto de Souza
Artigo: A importância da liderança em sustentabilidade
Notícia: Brasília tem centro de referência em atendimento a pessoas com deficiência auditiva
Notícia: Escola técnica do Rio de Janeiro recebe o título de primeira do segmento neutra em carbono do país
Notícia: Governo do Pará investe em projetos para renovação da matriz econômica do Estado
Oferta de Trabalho: Procura-se (06/2011)