Antônio Celso da Silva

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A Payot anunciou a conquista do selo verde, concedido pelo Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza (IBDN). A instituição foi a primeira da área de cosméticos a receber a certificação, que reconhece empresas que desenvolvem ações de sustentabilidade nas áreas ambiental, social e saúde.

De acordo com a Payot, na área do meio ambiente, a empresa fez várias mudanças nos processos de fabricação, até a destinação dos resíduos. Para se ter uma ideia, os lápis de olhos e de lábios são produzidos com madeira certificada, proveniente de reflorestamento. A matéria prima dos frascos foi trocada do PVC para o PET. Os rótulos são confeccionados em BOPP e as tampas em PP, que são plásticos recicláveis.

Já na área social, a empresa oferece gratuitamente cursos de maquiagem, manicure, pedicure e design de sobrancelhas para as comunidades de baixa renda. A instituição também ministra cursos de automaquiagem para pacientes em tratamento oncológico no Hospital Albert Einstein, no Hospital São Paulo e no Instituto do Câncer, por exemplo.

Ainda segundo a instituição, a Payot dá preferência por fornecedores que tenham projetos de sustentabilidade implantados, conduta também disseminada entre os distribuidores e público interno, por meio de treinamentos.

Em entrevista para o Responsabilidade Social.com, o químico Antônio Celso da Silva, diretor industrial da Melfe, licenciada da Payot, destaca como é pautada a gestão socioambiental da empresa e como a instituição alia crescimento econômico e sustentabilidade ambiental. Ele também avalia como o setor de cosmético lida atualmente com preservação do meio ambiente e compromisso social. Acompanhe.

1) Responsabilidade Social – A Payot conquistou o selo verde concedido pelo IBDN às empresas que desenvolvem ações de sustentabilidade nas áreas ambiental, social e saúde, sendo a primeira da área de cosméticos a receber a certificação. O que significa para empresa esse reconhecimento?
Antônio Celso da Silva
– Significa a premiação por um trabalho sério onde a fábrica é apenas parte desse trabalho. Significa o reconhecimento dos órgãos ambientais. Significa o início e não o fim de ações de sustentabilidade.

2) RS – O senhor poderia explicar como é pautada a gestão socioambiental da Payot e como a instituição alia crescimento econômico e sustentabilidade ambiental?
AS
– É possível sim fazer uma gestão onde crescimento econômico e sustentabilidade caminham juntos. Para tanto, é preciso consciência ambiental, mas, acima de tudo, criatividade e preocupação constante nas ações de cada colaborador.

3) RS – Como as empresas do setor de cosméticos lidam atualmente com preservação do meio ambiente e compromisso social? É possível afirmar que há uma preocupação clara com o tripé sustentável?
AS
– Com certeza, até porque já temos uma lei de resíduos sólidos com pesadas multas para quem não as cumpre. Por outro lado, trabalhamos para proporcionar beleza e autoestima. Seria contraditório pensar assim e esquecer do meio ambiente.

4) RS – A Payot já reserva nos orçamentos anuais investimentos para a área de responsabilidade socioambiental? De que forma essa questão é tratada nos dispêndios da companhia?
AS
– Não temos uma verba específica, mas sim ações focadas em sustentabilidade, sempre pensando em custo benefício, onde um dos benefícios é o tratamento dado ao meio ambiente.

5) RS – Quais as ações nessa área serão priorizadas pela Payot no próximo ano?
AS
– Foco nas embalagens, pensando na logística reversa das mesmas e redução no consumo de energias e combustíveis.

6) RS – Qual o seu entendimento do termo responsabilidade social?
AS
– Somos parte e um dos elos dessa cadeia de desenvolvimento. Necessariamente precisamos nos comprometer em prol do futuro do planeta.


Payot - Telefone: (11) 2272.6816

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