Dá para confiar?

A edição 155 do boletim do Responsabilidade Social.com traz o resultado de um estudo inédito realizado sobre a percepção do consumidor sobre os apelos de embalagens. De acordo com a pesquisa, apenas 1 em cada 4 consumidores percebe ativamente as mensagens que dizem respeito à responsabilidade socioambiental das empresas. Foram ouvidas 900 pessoas de 11 capitais, das cinco regiões do país.

Na seção artigos, o jornalista André Trigueiro destaca que existem hoje, no Brasil, pelo menos 30 selos confiáveis para identificar se um produto é sustentável, mas existem muitos outros que são apenas propaganda enganosa. São marcas que se dizem ecológicas, sustentáveis, preocupadas com o meio ambiente. A pergunta é: dá para confiar?

A publicação traz ainda uma entrevista com Marcus Saussey. O diretor de Projetos em Educação Ambiental da empresa social Energy Marcon fala sobre sustentabilidade corporativa, tema de um curso, ministrado por ele, que teve início no último dia 15. A iniciativa aborda temas com gerenciamento ambiental, gestão de projetos socioambientais, ética, responsabilidade social e ecoempreendedorismo. A proposta é discutir o papel do indivíduo em um novo modelo de gestão de negócios.

Em perfil, Leandro Eustáquio, gerente do Departamento Ambiental do Escritório Decio Freire & Associados fala sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Criada em 2010 para solucionar a questão do lixo no país, a lei previa para o começo de agosto de 2012 a entrega, por todos os municípios, dos planos de gestão de resíduos. Entretanto, apenas 10% das cidades o fizeram.

Ainda em notícias, o boletim aborda o primeiro guia de boas práticas em sustentabilidade na indústria da construção brasileira. A publicação reúne um conjunto de iniciativas empresarias que se tornaram referência ao alcançar resultados significativos nas áreas ambiental, econômica e social. O livro foi produzido pela CBIC e pela Fundação Dom Cabral.

Noticia ainda que o governo do DF assinou parcerias para elaboração e fortalecimento de políticas públicas voltadas para a coleta de resíduos na capital do país. As ações irão beneficiar aproximadamente cinco mil catadores de lixo. Entre os acordos está um convênio com o BNDES no valor total de R$ 33,3 milhões para construção dos 12 centros de triagem.




Também nessa Edição nº: 155
Entrevista: Marcus Saussey
Entrevista: Leandro Eustáquio
Artigo: Entidades buscam comprovar sustentabilidade de produtos
Notícia: DF avança na política de coleta de resíduos
Notícia: Indústria da construção ganha guia para nortear práticas sustentáveis
Notícia: Percepção ainda tímida
Oferta de Trabalho: Procura-se (04/2013)