O blog oficial do site ResponsabilidadeSocial.com

Fundação Tide Setubal abre edital para projetos com foco em juventude

março 8th, 2010 Posted in Geral | No Comments »

No próximo dia 10 de março, quarta-feira, a Fundação Tide Setubal apresentará, no CDC Tide Setubal, às 10 horas, um edital para seleção de projetos que beneficiem jovens de 14 a 25 anos. As iniciativas devem contribuir para a promoção da cidadania juvenil, por meio da garantia de direitos sociais, políticos e/ou civis, ter foco na criação e ou/mobilização de redes no território e duração de oito meses a um ano. O valor total do investimento é de R$ 200 mil, a ser distribuído em projetos com orçamentos de R$ 10 mil até no máximo R$ 50 mil.

Podem participar organizações de três bairros da zona leste de São Paulo: São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo e Itaim Paulista. Entre os critérios de seleção estão: potencial efeito multiplicador; vínculos estreitos com as comunidades com as quais as propostas se relacionam; adequação da proposta a necessidades reais da comunidade diretamente beneficiada; idoneidade e legitimidade da organização pleiteante; capacidade técnica da organização para realizar o projeto proposto. As inscrições vão até 31 de março.

A partir do dia 10 de março, o edital estará disponível em arquivo para download no site da Fundação Tide Setubal: www.ftas.org.br. Os projetos podem ser enviados por e-mail, para edital@ftas.org.br, ou entregues pessoalmente em exemplar impresso no CDC Tide Setubal. As organizações interessadas poderão tirar dúvidas sobre o edital e sobre elaboração do projeto em um plantão que será oferecido pela Fundação entre 17 e 24 de março, das 10h às 12h e das 15h às 17h, no CDC Tide Setubal, à rua Mario Dallari, 170, Jd. São Vicente, São Miguel Paulista, telefone (11) 2297-5969.
 
Construção conjunta

“Desde que chegamos ao território, buscamos estabelecer parcerias com organizações locais, pois acreditamos no ‘fazer com’ a comunidade. O edital é uma forma de contribuir para a institucionalidade das organizações, apoiado-as financeiramente e tecnicamente”, afirma Maria Alice Setubal, presidente da Fundação Tide Setubal.

Além do recurso financeiro, a Fundação oferecerá outros apoios às organizações. Ao serem selecionadas, elas participararão de encontros formativos, entre outras reuniões. “A idéia é construir conjuntamente, para que os frutos possam vir de maneira mais rápida e intensa para a região”, relata Márcia Ameriot, superintendente. O processo de seleção se estenderá pelo mês de abril, e a divulgação dos selecionados ocorrerá em maio.

Sobre a Fundação Tide Setubal

Trabalha desde 2005 para contribuir com o desenvolvimento sustentável da região de São Miguel Paulista, bairro da zona leste de São Paulo (SP). Para isso, desenvolve ações voltadas a famílias, jovens e adolescentes em situação de alta vulnerabilidade social, em parceria com órgãos do governo e ONGs e em articulação com políticas públicas, priorizando a participação ativa da comunidade, fornecendo-lhe informação e estimulando a construção da sua autonomia.

Todas as relações e as atividades da Fundação são norteadas por quatro princípios: construção de uma sociedade justa e solidária, tendo como pressuposto a inclusão democrática e participativa de todos os segmentos sociais; respeito às diferentes temporalidades, pluralidades e diferenças culturais; valorização da cultura, tradições, experiências e costumes da comunidade; valorização do trabalho voluntário.

Alcoa ajuda a socorrer vítimas do terremoto no Chile

março 8th, 2010 Posted in Geral | No Comments »

A Alcoa, por meio do Instituto Alcoa e Alcoa Foundation, destina recursos para ajudar as vítimas atingidas pelo terremoto no Chile. A Alcoa Foundation destinou U$ 50 mil à Cruz Vermelha norte-americana, que está canalizando fundos para sua representante chilena e ajudar 15 mil famílias com medicamentos, água, serviços sanitários e abrigos. A Alcoa atua naquele país por meio de representantes comerciais, atendendo clientes em segmentos importantes, como construção civil, automotivo e industrial.

 “Não pouparemos esforços para ajudar as famílias que foram atingidas pelo terremoto no Chile. Estamos engajados e atentos a essa causa como parte do nosso compromisso com as comunidades onde atuamos”, diz Franklin L. Feder, presidente da Alcoa América Latina e Caribe.

Brasileiros aprovam construções de luxo mesmo sendo danosos ao ambiente

março 8th, 2010 Posted in Geral | No Comments »

A reportagem idealizada pelo Akatu e pela agência de publicidade Lew’Lara\TBWA e exibida no Fantástico, no domingo, dia 28 de fevereiro, flagrou brasileiros aprovando empreendimentos de alto padrão nos mais famosos cartões postais do país, mesmo sabendo que eles causam danos ao meio ambiente. A maioria dos entrevistados se mostrou interessado em comprar apartamentos projetados em lugares públicos destinados ao lazer. Nas areias da Boa Viagem, em Recife, 61% aprovou o empreendimento e, na praia de Pitangueiras, no Guarujá, 59% das pessoas gostaram da ideia de construir o prédio na areia da praia.

Havia o pressuposto de que as pessoas achariam um absurdo construir um prédio na areia da praia, mas essa não foi a reação da maioria, que pelo contrário, se mostrou muito interessada em comprar. Alguns ainda questionaram a legalidade dos empreendimentos, mas poucos ficaram indignados do ponto de vista ético”, expõe Helio Mattar, diretor presidente do Akatu.

Tudo começou em 2009, quando o Akatu pediu à Lew’Lara\TBWA uma campanha sobre o assunto. O objetivo era gerar reflexão sobre o impacto daquilo que consumimos e criou-se um projeto cuja ideia era demonstrar de forma mais lúcida possível o impacto de uma compra no limite da caricatura. Posteriormente, o projeto foi apresentado à Rede Globo e o Fantástico abraçou a ideia.

No último domingo, a reportagem de 7 minutos abriu o programa e chamou a audiência para opinar sobre o assunto no site do Fantástico, gerando ainda mais reflexão sobre o consumo consciente. No próximo domingo, dia 7, vão ao ar os resultados de Brasília e Rio de Janeiro.

Mattar chama atenção para o objetivo principal das reportagens: “acredito que foi um jeito muito criativo e ousado de levar as pessoas à reflexão e, é fundamental que não apontemos o dedo para quem manifestou desejo de comprar o apartamento. Isso tem de ser colocado no contexto da cultura de uma sociedade em que não há sensibilidade para os impactos do consumo. Se a pessoa tem dinheiro, e se é algo legal, compra e está resolvido. As pessoas não têm consciência dos impactos. Entretanto, quando isso for levado ao nível da consciência, elas não comprarão e tomarão outras decisões. Hoje, não é assim — hoje, se é legal, é ético.”

(Instituto Akatu)

Campeonato para degustadores usará café com práticas de produção responsáveis e tem apoio do Imaflora

março 8th, 2010 Posted in Geral | No Comments »

O Imaflora – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – apoia o Campeonato de Prova de Café para Degustadores, que acontecerá hoje, dia 8 de março, no Mercado Municipal de São Paulo.

Todo o café utilizado nas provas terá o selo de certificação socioambiental Rainforest Alliance Certfied, fornecido pela Rede de Agricultura Sustentável, que garante que aquela bebida foi produzida com práticas sociais e ambientais responsáveis, do plantio do grão à xícara.
 
Entre os cafés que serão utilizados para nas provas estão os produzidos nas fazendas Ipanema, em Alfenas, Minas Gerais e Mirante de Boa Vista, de Patrocínio, Minas Gerais, que ficaram entre os dez primeiros colocados no torneio mundial dos cafés com o selo Rainforest Alliance, na sede da SCAA, (Associação Norte Americana de Cafés Especiais), na Califórnia.

“O nosso apoio a esse evento tem uma dupla motivação: mostrar a qualidade do café produzido pelos empreendimentos certificados e que vem sendo reconhecida internacionalmente além de apresentar os benefícios da certificação a um público cada vez maior”, diz Eduardo Trevisan, engenheiro-agrônomo do Imaflora. 

A esse respeito, o Instituto produziu um vídeo convidando o consumidor a pensar a respeito da origem da bebida que consome e que pode ser visto pelo link http://www.imaflora.org/index.php/biblioteca/detalhe/155

 

Países anunciam incentivos à eficiência energética

março 4th, 2010 Posted in Geral | No Comments »

No ano passado fez muito sucesso nos Estados Unidos o programa governamental chamado “Cash for Clunkers”, algo como “Dinheiro por sua Lata Velha”, pelo qual os norte-americanos recebiam facilidades para trocar seus automóveis antigos por modelos mais econômicos e com menores emissões de gases do efeito estufa (GEEs). O Brasil adotou um plano parecido, reduziu os impostos dos veículos com o objetivo mais focado em evitar a queda do consumo por causa da crise financeira mundial, mas também foi uma experiência bem sucedida.

Seguindo este mesmo modelo, o governo Obama revelou nesta quarta-feira (3) um plano de empréstimo para as pessoas reformarem suas casas visando torná-las mais eficientes energeticamente. Ao todo serão liberados US$ 6 bilhões com a promessa de que a medida reduzirá o consumo de eletricidade e as emissões de GEEs. A medida ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.

A Casa Branca afirmou que espera ajudar de dois a três milhões de residências a economizar entre US$ 200 a US$ 300 anualmente. Além disso, a medida deverá criar milhares de empregos na construção civil e nas indústrias.

Sob o esquema, os consumidores poderão receber entre US$ 1000 e US$ 1500 para simples mudanças nas casas, como melhorias nos sistemas de aquecimento ou de vedação das janelas. Quem estiver interessado em reformas mais ambiciosas pode conseguir até US$ 3000.

“Estes são grandes incentivos e eles funcionarão de maneira prática. Os consumidores terão acesso a eles diretamente nas lojas de materiais de construção e na contratação de mão de obra”, declarou Obama.

Reino Unido

A estratégia britânica, chamada de “Warm Homes, Greener Homes” (algo como, Lar Mais Aquecido, Lar Mais Verde), além da promessa de economia no consumo de eletricidade, pretende reduzir as emissões de GEEs nas residências em 29% até 2020.

A grande novidade está no modelo que será adotado para o empréstimo que as pessoas receberão para fazer as melhorias em suas casas. Os bancos e companhias elétricas vão vincular o débito à residência em si e não aos moradores.

A idéia é estabelecer um pagamento mensal bastante pequeno, para que as pessoas consigam sentir no bolso a vantagem da economia de energia. Com isso, o empréstimo vai se estender por vários anos e para não correr o risco dos moradores se mudarem nesse período e terem que continuar pagando por algo que não usufruem mais, o governo britânico vai incluir o valor das prestações no imposto territorial ou em alguma outra taxa ligada à residência. Essa taxa passaria a ser responsabilidade do próximo morador em caso de mudança.

“Fazer as casas mais eficientes energeticamente irá ajudar as pessoas a economizar dinheiro, combaterá às mudanças climáticas e fará o Reino Unido menos dependente da energia importada”, resumiu Ed Miliband, secretário de energia e mudanças climáticas.

Brasil

Nos próximos meses o Ministério de Minas e Energia deve divulgar o Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEF), que listará políticas para aumentar a eficiência no uso da energia elétrica até 2030. A idéia seria chegar em 20 anos a uma economia anual de 100 terawatts/hora, o equivalente à produção anual de Itaipu.

No plano estão sendo estudadas medidas como a concessão de benefícios fiscais a equipamentos que consomem menos energia, algo como a ação recente do Ministério da Fazenda de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de geladeiras e outros equipamentos que sejam fabricados seguindo padrões de menor consumo.
Em uma outra iniciativa nacional, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vai começar a instalar a partir de abril 15mil aquecedores solares em conjuntos habitacionais. Os aquecedores possibilitarão uma economia no orçamento das famílias que irá variar de R$ 34,00 a R$ 37,00.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no dia 26 de março. Além do PAC, Lula já afirmou que é preciso lançar outras edições do Programa Minha Casa, Minha Vida para continuar resolvendo o déficit habitacional país. Esperamos que o Brasil adote os exemplos de outros países e que aproveite esses programas federais para realizar os avanços tão necessários na questão da eficiência energética nacional.

(CarbonoBrasil)

País ainda não desenvolve economia verde, dizem especialistas

março 4th, 2010 Posted in Geral | No Comments »

Enquanto países como Estados Unidos e China investem bilhões no desenvolvimento científico para ampliar a economia de baixo carbono, o Brasil não tem sequer um modelo nacional, afirmam acadêmicos e ambientalistas. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a Folha, no setor privado, negócios verdes esbarram em gargalos, como estrutura tributária inadequada, falta de marco regulatório e ausência de incentivo. Nessa corrida, o país tem as vantagens da biodiversidade e de escolhas feitas no passado (como a aposta no álcool e na hidroeletricidade). No entanto, desperdiça o enorme potencial de outras fontes de energia, como solar, eólica e de biomassa, e avança lentamente em áreas-chave, como etanol celulósico, segundo especialistas.

“Talvez esse conforto esteja trazendo uma reação de certa forma comodista, diferentemente dos países premidos por urgência de mudança energética, que estão fazendo esforços para diversificar suas fontes de energia e mudar padrões produtivos e de consumo”, afirma ao jornal o economista Ricardo Abramovay, do Núcleo de Economia Socioambiental da USP.

Globalmente, uma fatia média de 16,4% dos pacotes de estímulo lançados no ano passado para mitigar os efeitos da crise econômica foi “verde” (US$ 513 bilhões em 17 grandes economias), segundo o HSBC. A Bloomberg New Energy Finance estima que 16% desses fundos verdes sejam destinados a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas.

No Brasil, só R$ 1,5 bilhão, ou cerca de 5% do total de estímulos fiscais anticrise, focou o setor produtivo “limpo”, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) reduzido para carros “flex”.

E, segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente, feito em todas as pastas a pedido da Folha, em 2009, o governo gastou R$ 2,5 bilhões em ações verdes (R$ 380 milhões diretamente ligados à pesquisa, sem contar atividade espacial).O montante, fatia de 0,36% do Orçamento executado (descontadas estatais e transferências), é considerado baixo e “questionável” por especialistas, por contar programas que não teriam relação com a área, como Luz para Todos (que leva energia a locais isolados) e Pronaf (de agricultura familiar).

A geógrafa da UFRJ Bertha Becker, especialista na questão amazônica, diz que “ainda não estão claramente definidos” o que são “desenvolvimento sustentável” e “economia verde”, mas que investimento em pesquisa e ciência “certamente ajudaria” o país a criar um modelo de uso inteligente dos recursos.

“Se não investirmos em capacitação científica, para ficarmos na ponta do desenvolvimento de baixo carbono, vamos ficar para trás. No século 20, não fizemos, os asiáticos fizeram. Agora, está zerando de novo a capacidade produtiva. Quem investir mais se destacará”, afirma Abranches.

(Amazonia.org.br)

YCI abre 36 vagas em 2010 no Rio de Janeiro

março 3rd, 2010 Posted in Geral | No Comments »

Programa de educação, capacitação e auxílio à inserção no mercado de trabalho para jovens de baixa renda chega ao sexto ano no Brasil. O Programa YCI – Educando para abre 36 vagas no Rio de Janeiro em 2010. Quatro hotéis confirmaram sua participação na capital carioca. Destaque para a participação pela primeira vez do Sheraton Barra, que se junta à InterContinental Rio de Janeiro, Copacabana Palace e J.W. Marriott.
 
O YCI acontece em hotéis de diferentes redes hoteleiras e mobiliza recursos humanos, financeiros e operacionais delas para desenvolver habilidades vocacionais e de vida junto aos jovens. O programa que tem duração de seis meses com carga horária de928 horas objetiva o treinamento ao mercado de trabalho em geral, não somente para o setor hoteleiro.
 
Baseado em aulas práticas e teóricas, que são ministradas voluntariamente por diretores e gerentes de diversos departamentos dos hotéis participantes, o projeto é focado para jovens que já concluíram o ensino médio. O intuito é proporcionar ao jovem experiência educativa vivencial, apoiada em profissionais experientes, que possam influenciar sua escolha de carreira de maneira mais informada e assertiva. Segundo depoimento de uma ex-participante “Em 24 semanas eu mudei 18 anos de vida. O Programa YCI foi o começo do meu sucesso.”
 
Um dos segredos do sucesso do programa é contar com vários parceiros para sua realização. Além do imprescindível papel dos hotéis, conta com o apoio financeiro do Instituto Hedging Griffo em São Paulo, apoio no recrutamento e seleção de jovens e várias organizações sociais, apoio técnico do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – IDIS e gerenciamento global do International Business Leaders Fórum – IBLF.
 
Como participar
 
Participam do programa jovens que tenham entre 18 e 21 anos, possuem o Ensino Médio completo e que não estejam cursando faculdade ou ensino técnico profissionalizante. Os candidatos de São Paulo e do Rio de Janeiro podem se inscrever até 31 de março.
 
A ficha de inscrição está disponível no site do IDIS (www.idis.org.br). Depois de preenchida, a ficha deve ser encaminhada para o e-mail yci@idis.org.br. A previsão de início das aulas é no início de Abril.

Histórico

O YCI foi criado em 1995 no Hotel Pan Pacific, em Bangkok, na Tailândia. A princípio, o programa limitou-se a este hotel que assistiu a nove participantes. Porém, diante do seu grande sucesso, em doze anos, transformou-se em uma forte parceria entre o setor privado (indústria hoteleira) e a sociedade civil – com um ampliado número de hotéis – focada na redução da pobreza, do risco de exploração, da exclusão social e o ingresso dos jovens no mercado de trabalho. O programa foi expandido globalmente e hoje é operacionalizado em todos os continentes sob coordenação do International Business Leaders Fórum - IBLF. No Brasil, o IDIS é o parceiro coordenador local da iniciativa desde 2007.
 
O YCI foi implantado no Brasil, em 2005, como um programa piloto em seis hotéis da rede Marriott – beneficiando o treinamento de 40 jovens. Atualmente, o programa acontece nas cidades de São Paulo, Guarulhos e Rio de Janeiro. Até 2009, o YCI já capacitou 300 jovens. Entre as turmas de 2005 a 2009 de acordo com estudo realizado pelo IDIS, 70% encontram-se atualmente no mercado de trabalho e 36% deram continuidade aos estudos (superior, técnico, ou de idiomas).
 
Sobre o IDIS e o IBLF
 
O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – é uma organização social de interesse público (OSCIP) que oferece consultoria para empresas, famílias, indivíduos e comunidades em investimento social privado. Por meio da promoção e estruturação do investimento social privado, o IDIS busca sistematizar diferentes modelos de intervenção social que contribuam com a redução das desigualdades sociais no País.
 
O IBLF – International Business Leaders Fórum - é uma organização sem fins lucrativos, constituída em 1990, no Reino Unido, pelo Príncipe de Gales – Príncipe Charles - e por um seleto grupo de diretores-presidentes de empresas internacionais. Sua missão é promover responsabilidade empresarial voltada para o desenvolvimento sustentável (social, econômico e ambiental), particularmente, em países de economia emergente. YCI é um programa do IBLF.

Mercado de compensações alcança US$ 74 milhões

março 3rd, 2010 Posted in Geral | No Comments »

Relatório da Point Carbon demonstra que o mercado amadureceu, negociando 19,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono em 2009, e prevê um crescimento de 263% no volume e 321% em valor se a legislação de cap and trade for aprovada.

Mesmo com tantas incertezas girando em torno do cenário do carbono, o mercado norte-americano de compensações se apresentou maduro e em crescimento, alcançando S$ 74 milhões, concluiu o último relatório da consultoria Point Carbon. Este montante é referente à negociação de 19,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) originadas de uma gama de projetos, verificados e registrados por alguns padrões voluntários.

Uma vez que os volumes de permissões de emissão da Iniciativa Regional de Gases do Efeito Estufa (RGGI) e Bolsa do Clima de Chicago (CCX) são incluídas, o tamanho do mercado total norte-americano expande para US$ 2,7 bilhões com 841 milhões de toneladas trocando de mãos em 2009 estimou a Point Carbon no relatório US Offset Markets in 2010: The Road Not Yet Taken. Este é o primeiro documento a oferecer uma pesquisa aprofundada sobre o mercado de créditos de compensações de carbono nos Estados Unidos.

“O crescimento que temos visto está sendo conduzido pelo pensamento futuro dos investidores e desenvolvedores, que querem ou dar cobertura ao risco político comprando antecipadamente ou capitalizar sobre um mercado novo e em expansão. Entretanto, até que um cap and trade federal seja aprovado, a demanda fundamental dos emissores continuará a ser restrita. Prevemos um crescimento tremendo em 2010 se a legislação realmente passar”, comentou o autor do relatório Justin Felt em relação ao projeto de lei que está tramitando no Senado. A probabilidade de aprovação ainda este ano é de 20% de acordo dom o relatório.

A Point Carbon trabalha com dois cenários, se o projeto de lei climática for aprovado, a estimativa é que o mercado norte-americano cresça 263% em volume e 321% em valor em 2010, caso contrário os volumes ficarão estáveis e o valor de mercado crescerá 31%. No primeiro cenário o valor dos contratos futuros da CCX podem chegar a US$ 17 e do Voluntary Carbon Standard (VCS) a US$ 21, já no segundo o valor da CCX cai para US$ 3 e do VCS para US$ 12.

Transações

Mesmo sendo segurada pelas incertezas políticas, a oferta de compensações em 2009 alcançou uma alta histórica de 29 milhões de toneladas de CO2e, um aumento de 13% em relação a 2008. Destes créditos, muitos estão buscando a certificação do Climate Action Reserve (CAR), um registro e padrão norte-americano para as compensações de carbono que acompanhou 65% do valor transacionado em 2009 neste mercado.

Fundos e agregadores de carbono compraram 39% de todos os créditos no mercado primário, onde o proprietário original do crédito é que está vendendo, seguido por intermediários financeiros e emissores, que foram responsáveis respectivamente por 30% e 25%.

O mercado ainda é dominado por transações de balcão, aquelas estruturadas por corretores (brokers), representando 63%. Os compradores que buscam créditos para utilizar em futuros esquemas de cap and trade movimentaram US$ 48 milhões em 2009, ou 65% do mercado.

Os projetos de redução do metano abocanharam 49% da oferta total de compensações e os florestais apenas 6%.

Preços

Os preços dos diversos tipos de compensações no mercado norte-americano caíram em 2009, com os compradores continuando a esperar por mais certezas políticas. Os créditos expedidos pela CCX, VCS, e CAR apresentaram uma queda nos preços à vista de 91%, 44% e 29% respectivamente ao longo do ano passado.

Por outro lado, os contratos futuros para créditos vintage 2009 do CAR ganharam 13% durante o ano.

(CarbonoBrasil)

Normas que atestam a origem da madeira ajudam no comércio legal

março 2nd, 2010 Posted in Geral | No Comments »

Imaflora adaptou o padrão internacional à realidade brasileira. Empresários já mostram interesse em adotá-lo

O Imaflora – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – acaba de concluir a versão para o Brasil dos indicadores internacionais que permitem verificar a legalidade e a rastreabilidade da madeira, do corte à comercialização.
 
O desafio do Instituto foi conciliar os padrões internacionais formulados pelo programa SmartWood, da ONG Rainforest Alliance, com as diversas leis municipais, estaduais e federais, que disciplinam o tema em território nacional e adequá-los a essa realidade.  O resultado desse trabalho é o novo Padrão de Verificação da Legalidade da Madeira, documento que contém indicadores para a verificação em campo da procedência e legalidade da madeira, além de conferir a força dos mecanismos internos de controle das empresas que solicitam essa verificação.
 
Ao final da auditoria, havendo conformidade com os itens verificados, a empresa recebe uma declaração do Imaflora, atestando a correção do processo. Atualmente, o Imaflora é a única instituição, no Brasil, credenciada pelo SmartWood para representá-lo.
 
Os novos padrões podem ser aplicados a empresas de diversos portes, das grandes indústrias às pequenas comunidades madeireiras, que vivem das florestas naturais.
 
Segundo Leonardo Sobral, a declaração de conformidade com o Padrão de Verificação da Legalidade da Madeira atende a uma exigência cada vez maior do mercado, em especial dos exportadores e já despertou o interesse de algumas empresas. O primeiro trabalho de verificação sob os novos padrões será feito em março, no Pará.
 
O Brasil é o terceiro produtor mundial de madeira, (aproximadamente 25 milhões de metros cúbicos de madeira em tora) e o maior mercado consumidor, com 64% do total. O estado de São Paulo responde por 15% do consumo da produção total, liderando esse ranking.

IPCC anuncia medidas para dar mais precisão a seus relatórios

março 2nd, 2010 Posted in Geral | No Comments »

Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC) diz estar trabalhando numa estratégia para aumentar o rigor científico de seus relatórios e controlar melhor os especialistas que produzem suas revisões. A informação é do jornal Folha de S. Paulo, 26-02-2010.

Segundo o diário americano “Wall Street Journal”, o presidente do IPCC, o economista indiano Rajendra Pachauri, afirmou que o comitê “não vai poupar esforços para produzir um conjunto de medidas para assegurar isso”.

Ao mesmo tempo, a Organização Meteorológica Mundial (entidade à qual o IPCC é ligado) e o Met Office, o serviço meteorológico do Reino Unido, concordaram, num encontro na Turquia, em aumentar a precisão da coleta de dados meteorológicos como parte de um esforço global de monitorar melhor a mudança climática.

A coleta desses dados, que baseiam os modelos climáticos usados nos relatórios do IPCC, deve se tornar mais frequente e mais transparente.
Crise
As medidas foram anunciadas para tentar contornar a crise de confiança na qual o IPCC e os cientistas do clima mergulharam desde o fim do ano passado, quando erros foram encontrados no relatório de 2007 que deu ao painel de 2.500 climatologistas o Prêmio Nobel da Paz. O mais grave deles - uma previsão exagerada sobre o degelo do Himalaia- foi a princípio negado por Pachauri, depois admitido.

O episódio agravou a desconfiança do público na ciência do clima. Esta já vinha abalada desde novembro, quando um arquivo de e-mails roubado de um centro climatológico britânico revelou trocas de e-mails nas quais cientistas declaravam que tentariam impedir que pesquisas produzidas por negacionistas do aquecimento global fossem avaliadas pelo IPCC.

Nem mesmo o chefe da Convenção do Clima da ONU, Yvo de Boer, poupou críticas ao painel. “O IPCC tem procedimentos internos muito sólidos, mas claramente esses procedimentos não foram aplicados”, disse De Boer à Folha na última terça. No entanto, ressaltou, as conclusões fundamentais do painel sobre a mudança climática e o papel dos humanos nela não estão sob questão.

“Nós certamente não nos sentimos confortáveis com a perda de um pingo de confiança”, disse Pachauri.

O Met Office, que produziu um dos modelos climáticos usados pelo IPCC, disse que a melhora nos dados provavelmente não resultará em nenhuma mudança considerável nos modelos existentes, mas poderá dar aos cientistas um melhor entendimento dos extremos de temperatura e do que os humanos podem fazer para se adaptar a eles.

(Envolverde/IHU-OnLine)