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Normas que atestam a origem da madeira ajudam no comércio legal

março 2nd, 2010 Posted in Geral

Imaflora adaptou o padrão internacional à realidade brasileira. Empresários já mostram interesse em adotá-lo

O Imaflora – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – acaba de concluir a versão para o Brasil dos indicadores internacionais que permitem verificar a legalidade e a rastreabilidade da madeira, do corte à comercialização.
 
O desafio do Instituto foi conciliar os padrões internacionais formulados pelo programa SmartWood, da ONG Rainforest Alliance, com as diversas leis municipais, estaduais e federais, que disciplinam o tema em território nacional e adequá-los a essa realidade.  O resultado desse trabalho é o novo Padrão de Verificação da Legalidade da Madeira, documento que contém indicadores para a verificação em campo da procedência e legalidade da madeira, além de conferir a força dos mecanismos internos de controle das empresas que solicitam essa verificação.
 
Ao final da auditoria, havendo conformidade com os itens verificados, a empresa recebe uma declaração do Imaflora, atestando a correção do processo. Atualmente, o Imaflora é a única instituição, no Brasil, credenciada pelo SmartWood para representá-lo.
 
Os novos padrões podem ser aplicados a empresas de diversos portes, das grandes indústrias às pequenas comunidades madeireiras, que vivem das florestas naturais.
 
Segundo Leonardo Sobral, a declaração de conformidade com o Padrão de Verificação da Legalidade da Madeira atende a uma exigência cada vez maior do mercado, em especial dos exportadores e já despertou o interesse de algumas empresas. O primeiro trabalho de verificação sob os novos padrões será feito em março, no Pará.
 
O Brasil é o terceiro produtor mundial de madeira, (aproximadamente 25 milhões de metros cúbicos de madeira em tora) e o maior mercado consumidor, com 64% do total. O estado de São Paulo responde por 15% do consumo da produção total, liderando esse ranking.

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