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Como o tema da responsabilidade social entrará na agenda dos candidatos à Presidência da República?
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Publicado em: 05/02/2010
Claudio Sales
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O Brasil ocupa posição confortável no mercado de carbono, que movimenta bilhões por ano. O país é o terceiro do mundo em números de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), atrás somente da China e da Índia. Em relação ao potencial de redução de emissões com os projetos, o Brasil também é o terceiro, sendo responsável pela redução de 375.797.632 tCO2e, o que corresponde a 6% do total mundial. Mesmo com alto número de iniciativas – mais de cinco mil cadastradas em alguma fase do ciclo de MDL – e grandes expectativas de crescimento, faltam no país profissionais que dominem esse modelo de mercado. É o que diz o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales. “Hoje existe uma demanda mundial por profissionais que dominem esse assunto e faltam especialistas”, disse em entrevista exclusiva para o Responsabilidade Social.com. Para reverter esse cenário, a instituição realizou ontem, em São Paulo, o curso "Mercados de Carbono e o Setor de Energia", voltado para pessoas iniciadas ou não nas questões do clima e de crédito de carbono. Na entrevista, Sales fala mais sobre a proposta do curso, do potencial de expansão desse mercado no país e como o setor elétrico será um dos principais atores no processo de redução desses gases no mundo. Acompanhe. Responsabilidade Social - O Instituto Acende Brasil realizou ontem (04) curso intensivo voltado ao setor elétrico sobre mercado de carbono. Qual a relação entre esses dois segmentos? Claudio Sales - Grande parte das emissões de gases de efeito estufa no mundo é resultado da utilização de fontes fósseis para geração de energia. Por isso, o setor elétrico será um dos principais atores no processo de redução desses gases no mundo. Mas, no Brasil, a história é diferente porque a matriz elétrica é altamente renovável. Mas podemos evitar a entrada de combustíveis fósseis e aumentar a entrada de renováveis na Amazônia, por exemplo. RS - Qual foi a proposta do curso e como ele foi pensado? CS - A proposta do curso foi atender a uma demanda crescente da sociedade por conhecimento sobre o mercado de carbono, um mercado novo, em estruturação, que carece de regulamentação. E o curso “Mercados de Carbono e o Setor Elétrico” foi construído para oferecer uma visão ampla e sistematizada de todo o funcionamento desse mercado, teoria e prática que permita às pessoas acompanhar a evolução de todos os processos. RS - O mercado de carbono, uma fonte de renda nascida da preocupação mundial com os efeitos das mudanças climáticas, tornou-se uma possibilidade real de negócios. Somente em 2008, esse mercado movimentou US$ 120 bilhões em créditos. Para o senhor, o Brasil tem profissionais preparados para atuar nesse setor? CS - Hoje existe uma demanda mundial por profissionais que dominem esse assunto e faltam especialistas. RS - O senhor acredita que o profissional que domina esse mercado tem hoje um diferencial competitivo? CS – Sem dúvida. Conhecer sobre mercado de carbono e sustentabilidade representa um diferencial para qualquer profissional e será um pré-requisito para quem quiser atuar no setor elétrico nos próximos anos. RS - Números divulgados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia no dia 7 de janeiro deste ano apontam que o Brasil tem 5.712 projetos cadastrados em alguma fase do ciclo de projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), sendo 2.003 já registrados pelo Conselho Executivo e 3.709 em outras fases, o que confere ao país o terceiro lugar em número de atividades de MDL, atrás da China (primeiro) e Índia (segundo lugar). Para o senhor, o que impede o Brasil de liderar esse ranking? CS - Nossa matriz energética é limpa e baseada em combustíveis renováveis. Mais de 89% da nossa matriz elétrica é formada por fontes renováveis (hidráulica, eólica, solar e biomassa), enquanto a média mundial é 18%. Por isso, será muito difícil o Brasil liderar esse ranking. O espaço para substituição dos combustíveis fósseis é muito pequeno no nosso país. Mesmo assim, existem inúmeras oportunidades para se desenvolver projetos de redução de emissão de carbono. RS - Como o senhor vê o mercado de carbono hoje no país? Quais os principais desafios e a oportunidades para o crescimento desse setor no Brasil? CS – Somente em 2008, esse mercado movimentou US$ 120 bilhões em créditos. Existe uma demanda mundial por projetos de carbono que deve aumentar ainda mais nos próximos anos. O mercado de carbono ainda é muito novo e carece de regulamentação. Além disso, existem muitas dúvidas sobre o período Pós Kyoto, sobre como será o funcionamento do mercado de carbono a partir de 2012. RS - A emissão de gás carbônico na geração de energia elétrica no Brasil cresceu 30% acima da oferta de luz entre 1994 e 2007, segundo estudo do Ministério do Meio Ambiente. O percentual de aumento supera o registrado pelo setor de transporte, o que mais queima combustíveis fósseis no Brasil. Que medidas devem ser tomadas para reduzir as emissões desse setor? CS – O setor elétrico é o setor que menos emite gases de efeito estufa no Brasil. Isso faz com que qualquer aumento de emissão no setor elétrico pareça, percentualmente, muito grande. Ao mesmo tempo, vale salientar que o aumento registrado está diretamente relacionado à opção que o país fez de construir reservatórios menores para usinas hidrelétricas e ter uma complementaridade térmica, o que dá segurança para o sistema. Em outras palavras, o aumento das emissões se deve à complementação térmica que vem sendo implantada. RS - Como implantar uma economia de baixo carbono num mundo que gira em torno do petróleo e de toda sua cadeia produtiva? CS - Serão desenvolvidas novas tecnologias, inclusive para sequestro de carbono e novas fontes de energia. Um mundo de baixo carbono irá trazer enormes oportunidades para todos. RS - Qual o seu entendimento do termo "responsabilidade social"? CS – Hoje, responsabilidade social e sustentabilidade são palavras afins que estão transformando a economia, o modo de gerir negócios, empreendimentos. O consumidor hoje quer sentir-se um consumidor afinado com a sustentabilidade; instituições bancárias têm várias obrigações acordadas em relação às mudanças climáticas. Sustentabilidade significa ter responsabilidade social.
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Comentários:
| 6/02/2010 - 11:53 PM | Dayse Suely Acioly Nery | O que entendo sobre Responsabilidade Social, segundo o que declarou o Cláudio Sales, tenha certeza se não existir esta "afinidade", não poderia acreditar num futuro próximo, o “futuro do agoraâ€, pois se não sensibilizarmos a todos e todos os governantes, o público, o privado e a sociedade como um todo, não conseguiremos avançar numa ação de “sensibilizar para conscientizarâ€. Gente o ato é bem simples basta olhar como gostaríamos de receber o que estamos realizando hoje, enquanto “projetos, ações de cidadania, convêniosâ€, enfim temos que rever quem está com a vez de escrever a história da folha do livro de nossas vidas. A história é de todos(as) temos que fazer com que quem venha a receber dê continuidade com a capacidade de ver (enxergar mesmo) o outro como sendo ele mesmo a receber de um “futuro do agora†a água, o solo, a vida como um todo, até mesmo o que sabemos ser o todo o planeta terra. Gente o calor está para todos e o frio nem pensar, os pólos degelando a olhos vistos e os mares adentrando em lugares causando destruição e vidas humanas sofrendo suas próprias conseqÁ¼ências.
Trabalho com catadores e sei o quanto eles ralam para sobreviverem do que todos acreditam ser “lixoâ€. Eles pelo que sei não catam lixo, mas sim reciclável. Entendendo de comportamento humano, se encontrar alguém catando lixo, por favor, interne este “ser está loucoâ€, palavras de Erike Soares, grande guerreiro, nunca deixou de acreditar que os catadores poderiam ser os que apoiariam a sociedade a mudar de conceito sobre o real valor do “lixoâ€. Quando falamos nos catadores podemos informar a todos os interessados que se nós os apoiássemo-nos em cooperativas. Todos os que estivessem no entorno como empresas de pequeno e grande porte, escolas, enfim o apoio do poder público e privado unisse as forças, teríamos um conjunto de ações, sem protecionismo, nem assistencialismo, os catadores são profissionais que necessitam do material a ser coletado e reciclado para eles venderem e manter o sustento seu próprio de seus familiares. Porém eles precisam de assistência a saúde, pela salubridade de seu trabalho, de aprendizado escolar, de alimento como acontece com restaurantes e padarias que podem colaborar com o dia a dia de uma alimentação saudável até os mesmos com sua própria renda subsistir sua alimentação, eles apóiam no início e ensinam a pescar em paralelo.
Quando falo deles, falo com certeza, pois estive muito tempo com diversos grupos, entre um deles o da Coopagres de Recife – PE, estes até a presente data têm apoio sim, mas ainda são coordenado por holística e caminham pelas pernas de alguém, eles não fazem nada sozinhos, infelizmente as pessoas acreditam que devem ficar dentro e resolver como se a incapacidade imperasse e os catadores não pudessem acertar ou serem aprendizes e caminhassem por suas pernas, ficaríamos para apoiá-los como a uma leitura e discussão de um texto o qual temos que compreender juntos, troca de idéias... Romantismos, não, lembram que se não oportunizamos nossos filhos em suas vidas escolares suas idéias de vida como os querem capazes de criar, vivenciar, e experimentar o que aprenderam ao longo de seus aos de estudo. Somo responsáveis sim por estes que mesmo com idade avançada, embora cansados do sol e da chuva uma oportunidade de reverter seu quadro de vida e conseguir mudar e ter o direito de reescrever suas histórias e sua página do dia da vida de cada um... Fácil, não, mas acredito que para Deus nada é impossível quando nós queremos ou mesmo permitimos que umas poucas pessoas se oportunizem fazendo de suas vidas a melhor com dignidade e cidadania. Atitude fácil de acontecer, existem entrelinhas e que o “caminhar se faz caminhando†(Maria Purcina de Siqueira Souto), mas é sempre bom deitar com a cabeça no travesseiro e acreditar que tentamos e juntos conseguiremos fazer ou refazer o caminho o melhor possível, pois estamos em conjunto e muitas cabeças pensam e agem sempre para o coletivo, consagramos de cooperação, cooperativa.
Partimos do princípio que se você sabe um pouco de algo, me ensina, eu sei uma outra e te repasso, sempre no plural, coletivo, dividir, partilhar, pois do contrário realmente teremos o “plural†da humanidade totalmente prejudicada e muitas, mas muitas catástrofes que poderíamos tê-las visto antes, mas não pensávamos no “plural†e o umbigo como casa mais próxima nos fez continuarmos iguais aos outros, façamos a diferença, sejamos a diferença, assim o plural torna-se imenso e com sabor de plurais.
Um forte abraço a todos(as) que fazem esta revista tão acolhedora e repleta de boas informações que nos fazem crescer de informações e aprendizados repassados a quem de direito e de fato.
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